15 bairros de São Leopoldo já têm casos positivos de dengue


Imagem: divulgação/ PMSL.

A dengue tem avançado por São Leopoldo de forma rápida e como consequência, o número de casos está aumentando, também. No dia 24 de março, por exemplo, a Vigilância em Saúde da cidade havia notificado seis bairros com casos de dengue entre os moradores: Feitoria, Santos Dumont, Campina, Rio Branco, Santa Tereza e Santo André. Duas semanas depois, já são 15 bairros.


Sem falar em números, o diretor da Vigilância em Saúde, André Mello da Costa Ellwanger afirmou que os bairros que mais concentram casos são Santo André, Santa Tereza e Rio Branco. A situação, segundo ele, é preocupante. "Nós tivemos quatro casos ano passado, então preocupa. Estamos receosos de que isso possa aumentar cada vez, e um grande problema é a dengue hemorrágica".


Vizinhos


Outra preocupação é em relação aos bairros vizinhos entre as cidades de São Leopoldo e Novo Hamburgo. Isso porque, conforme a prefeitura de Novo Hamburgo, já são mais de 740 casos positivos de dengue na cidade. Segundo Ellwanger, sempre que um foco do mosquito é encontrado, é feita uma varredura em um raio de 150 metros e, quando este raio atinge outra cidade, é feita uma comunicação.


"A nossa ação se restringe dentro de São Leopoldo. Se a verificação está dentro do raio de outro município, a gente comunica. O mesmo acontece caso eles precisem entrar no raio de São Leopoldo", explicou.


Número de caso


De quarta para quinta-feira 36 novos casos de dengue em São Leopoldo foram registrados. Conforme a Vigilância em Saúde da cidade, até ontem à tarde, eram 192 moradores com a doença, sendo 398 casos suspeitos e 25 negativos. Em Sapucaia do Sul, já são 104 casos, 33 a mais que na última semana. Em Esteio e Portão, não houve mais registro de novos casos.


Preocupação após o diagnóstico


Dores fortes de cabeça, febre e vômito. Sintomas que o marido e a filha da cozinheira Magali Adriane Mareth, 37 anos, conhecem bem. Moradores da Feitoria, eles contraíram dengue e ainda se recuperam. A filha de Magali, de apenas 3 anos, foi a que mais sentiu os sintomas.


“Ela começou com vômito e depois diarreia. No posto de saúde disseram que era uma virose, mas ela começou a ter febre alta. Fizemos o exame de sangue na UPA e constatou que era dengue”, contou ela, que já comemora a recuperação da pequena, mas segue preocupada com o marido, o construtor civil Altair Roberto Alves, 40.


Apesar dos sintomas leves, precisou se afastar do trabalho por conta das dores no corpo. Magali simplesmente não entende como a família foi vítima do mosquito. Sempre moramos aqui e nunca tivemos problema. Sempre limpo o pátio e onde não consigo retirar a água, coloco cloro diariamente".


Fonte: Jornal VS

0 comentário