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Afetados pelas enchentes em Eldorado do Sul arrecadam doações para ajudar outros moradores

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Imagem: Guilherme Almeida/ Correio do Povo.

A chuva retornou nesta segunda-feira (4) a Eldorado do Sul e Guaíba novamente trazendo certa preocupação aos moradores destes locais. Em Guaíba, o nível medido na manhã dessa segunda a régua mantida pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) no terminal da CatSul, no Centro, foi de 2,01 metros, em trajetória de alta. Já em Eldorado do Sul, diversas ruas no bairro Cidade Verde ainda estão com muitos entulhos espalhados, mesmo depois de mais de 15 dias desde uma das maiores enchentes da história do município.


Na rua João de Deus Almeida Alves, moradores que perderam menos fizeram uma corrente de solidariedade para auxiliar os demais. Segundo a dona de casa Cristiane da Rosa Bertoldo, a ideia partiu dela e de um sobrinho, que tem um caminhão o qual faz frequentemente o trajeto até o município de Tapes, na Costa Doce. “No último final de semana, ele encostou o caminhão no centro da cidade e anunciou que estava arrecadando doações”, afirmou ela, em cuja residência a água subiu até 1,30 metro, contra 80 centímetros na grande cheia de 2015.


O caminhão já havia sido utilizado para recolher móveis e outros pertences da casa de Cristiane antes de a água subir, e, por isso, ela não teve grandes perdas desta vez. “Somente os móveis da cozinha, que já estavam ruins”, afirmou. O veículo retornou de Tapes lotado de materiais como colchões, roupas, rações para animais, entre outros, e foi deixado na casa vizinha à de Cristiane, onde mora o metrologista Cláudio Amaral, que está morando na residência do filho, o empresário Lucian Amaral.


Na manhã dessa segunda, ele e um funcionário, o auxiliar de montagem elétrica Alberi Alves Corrêa Júnior, que mora no bairro Chácara, em Eldorado do Sul, e também teve a casa destruída pela enchente, estavam recolhendo parte dos itens doados com um reboque. “Vamos ter um Natal bem melhor agora. Isto tudo acontece com a vontade de Deus”, frisou Alberi, que receberia os materiais doados, e tem duas filhas, a menor com 16 anos.


Conforme outra vizinha de Cristiane, a dona de casa Maria da Rosa, que estava auxiliando nos trabalhos hoje mais cedo, somente em um quarto da casa de Cláudio, que se converteu em um depósito, havia mais de 300 sacos de roupas. “Estamos entregando conforme as necessidades das pessoas. Uma vem aqui e pede, e estamos doando, sem enxergar a quem”, afirmou ela. Tanto Maria quanto Cristiane vivem há tempos na região, e contaram que nunca haviam visto tamanha cheia como a mais recente. Enquanto isso, funcionários da prefeitura seguiam o trabalho de recolhimento de materiais desta e de ruas próximas.


Fonte: Correio do Povo

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