Além de matar cão em live, radicais querem tortura de humanos


Ferramentas usadas pelo adolescente para torturar e matar o cão, em transmissão ao vivo. | Imagem: divulgação/ PC.

Policiais estão espantados com a soma de ilegalidades e comportamentos escatológicos praticadas por um grupo de ativistas cuja última proeza é ameaçar incendiar a sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pelo fato da agência defender vacinação em crianças.


Esses internautas, extremistas de direita assumidos (alguns deles, neonazistas que usam símbolos de adoração a Hitler), estimularam um adolescente com problemas psicológicos a torturar e matar um cão ao vivo. Foi na véspera de Natal, na cidade de Lindolfo Collor, no Vale do Sinos. Era um desafio para ele ser aceito no grupo. O jovem foi apreendido pela Polícia Civil e internado numa instituição para menores infratores.


O cachorro pertencia a uma advogada e era adotado. Ele se chamava Perigo e era um basset (“linguicinha”). Os policiais concluíram que o mesmo grupo que ameaça funcionários da Anvisa é o que estimulou a tortura do cão, a partir de vídeos postados pelos extremistas na dark web (internet profunda, usada por criminosos de todos os matizes para veicular suas “façanhas”). Recebemos dois vídeos desses. Alguns dos integrantes professam abertamente a ideologia nazista e usam suásticas e capacetes alemães da II Guerra. Outros se cortam com estiletes e mostram as mutilações nos vídeos, como prova de fidelidade ao grupo, ao serem desafiados a suportar a dor. Muitos dos jovens admitem ficar noites sem dormir praticando jogos on line. Para não deixar dúvidas, postam suásticas no final das frases. Seria apenas uma coleção de bizarrices, não fosse perigosa. Além de se vangloriar da tortura de cães e outros animais (gatos, papagaio), alguns dos integrantes do grupo pregam o sacrifício de humanos. Assassinato, sem meias palavras. Num chat na internet, membros do grupo extremista xingam a delegada Raquel Peixoto (que investiga o caso) e estimulam quem quiser assassiná-la. Eles também falam em metralhar creches e escolas. Policiais suspeitam que o grupo seja o mesmo que estimulou um massacre de crianças de colo em Saudades (SC), em 2019.


A diferença é que agora foram rastreados, tanto pela Polícia Civil como pela PF. Os próximos capítulos vêm aí.


Fonte: GZH

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