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Ambulantes aproveitam praias lotadas para intensificar vendas no Litoral Norte



Imagem: Mauro Schaefer/ Correio do Povo.

Nem todos que estão na praia buscam apenas o descanso. E independente do tempo ou do dia da semana, a faixa de areia ou o asfalto são sinônimos de trabalho. Sol ou chuva, muitas vezes de segunda a segunda, produtos variados como um picolé ao espumante refinado podem ser encontrados no Litoral Norte gaúcho. Na beira do mar, além de guarda-sóis, cadeiras e lazer, homens e mulheres circulam com seus produtos em busca de sustento.


É o caso do ambulante Claudiomiro Souza, de 55 anos. Há 30 anos morando em Tramandaí e vendendo doces, amendoins salgado e facas artesanais de porta em porta pelas praias da região, ele espera o ano inteiro pelo verão para faturar um pouco mais. “A venda melhora, principalmente nos finais de semana”, revela.


Claudiomiro, que afirma ter criado um casal de filhos a partir do que arrecada com o ofício, admite que de vez em quando para e aprecia “bem rapidinho” as belezas naturais do litoral, mas que logo segue em busca de clientes. “É o jeito, o verão pra mim é trabalho”, completa.


Robinson Ricardo Dias, de 39 anos, deixou o emprego de cozinheiro em Eldorado do Sul para vender bebidas na faixa de areia. Do café ao espumante, ele e a esposa, Adriana Dias, 37, conquistam clientes e amigos. “São figuras conhecidas, e sempre compro deles, diz o aposentado Érico Gnoatto, de 65 anos.


Este é o terceiro verão do ambulante Leandro Amaro Guedes, de 24, vendendo redes, chapéus e artigos artesanais em Torres. Ele deixou a Paraíba para fazer negócio nas praias gaúchas e diz que não se arrepende. "Sim, eu atravessei o país, porque aqui consigo preço melhor", compara ao que obtinha com seu trabalho no litoral da região Nordeste.


Sobre trabalhar sob o sol forte em média 10 horas por dia enquanto uma multidão de gente descansa e se diverte, Guedes garante não se importar. Pelo contrário, festeja a beira do mar lotada. "Na temporada alta vendo mais, e é batalhando se consegue as coisas", sentencia o jovem, enquanto improvisa uma sombra com o próprio carrinho que empurra pelas areias gaúchas para comer uma marmita. “É coisa de dez minutos e vou de novo”, indica.


Fonte: Correio do Povo

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