Anvisa diz que avisou CBF e argentinos que atletas não poderiam jogara


Agentes da Polícia Federal a pedido da Anvisa interromperam a partida entre Brasil x Argentina | Foto: Alex Silva

Após pedir para a Conmebol suspender a partida entre Brasil e Argentina neste domingo (5), válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a seleção argentina haviam sido notificadas no sábado (4) sobre a proibição de os atletas irem a campo.


O jogo foi interrompido por agentes da Anvisa, acompanhados por membros da Polícia Federal, porque quatro jogadores argentinos furaram a quarentena imposta pelo governo.


“Desde a tarde deste sábado a Anvisa, em reunião com a participação de representantes da CONMEBOL, CBF e da delegação argentina recomendou a quarentena dos quatro jogadores argentinos”, disse a Anvisa.


De acordo com a agência, os jogadores entraram no Brasil na manhã de sexta-feira (3) “prestando informações falsas”. A portaria n.º655/2021 estabelece que viajantes estrangeiros que tenham passagem, nos últimos 14 dias, pelo Reino Unido, África do Sul, Irlanda do Norte e Índia, estão impedidos de ingressar no Brasil.


Os atletas Emiliano Martinez, Emiliano Buendia, Giovani Lo Celso e Cristian Romero entraram de forma irregular no país ao negar que estiveram anteriormente no Reino Unido, o que exigiria que fossem submetidos a quarentena. Três deles entraram em campo como titulares.


“A ação da Anvisa, em síntese, se limitou a buscar o cumprimento das leis brasileiras, o que se limitaria à segregação dos jogadores e as suas respectivas autuações. A decisão de interromper o jogo nunca esteve, nesse caso, na alçada de atuação da Agência. Contudo, a escalação de jogadores que descumpriram as leis brasileiras e as normas sanitárias do país, e ainda que prestaram informações falsas às autoridades, essa assim, sim, exigiu a atuação da Agência”, disse a Anvisa.


A agência esclareceu que, ao tomar conhecimento da entrada dos jogadores no Brasil, comunicou o fato às autoridades brasileiras em saúde, por meio do CIEVS – o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde.


“No exercício de sua missão legal, a Anvisa perseguiu, desde o primeiro momento, o cumprimento à legislação brasileira, que, nesse caso, se restringia à segregação dos quatro jogadores envolvidos e a adoção das medidas sanitárias correspondentes”, afirmou a Anvisa.


Na manhã deste domingo (5), a Anvisa disse que notificou a Polícia Federal, e até a hora do início do jogo “envidou esforços, com apoio policial, para fazer cumprir a medida de quarentena imposta aos jogadores, sua segregação imediata e condução ao recinto aeroportuário. As tentativas foram frustradas, desde a saída da delegação do hotel”, informou a agência.


CBF critica Anvisa após suspensão de partida


A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) criticou em nota a Agência Nacional de Vigilância (Anvisa) após a suspensão da partida entre Brasil e Argentina neste domingo (5). A CBF afirmou “lamentar profundamente” a decisão de interferir com o jogo na Arena Corinthians, em São Paulo, ocorrer apenas após o início da partida.


“A CBF defende a implementação dos mais rigorosos protocolos sanitários e os cumpre na sua integralidade. Porém ressalta que ficou absolutamente surpresa com o momento em que a ação da Agência Nacional da Vigilância Sanitária ocorreu, com a partida já tendo sido iniciada, visto que a Anvisa poderia ter exercido sua atividade de forma muito mais adequada nos vários momentos e dias anteriores ao jogo”, disse a entidade.


Fonte: CNN Brasil

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