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Apenas 13% dos municípios do RS têm mapas de áreas de risco para inundações ou deslizamentos


Imagem: reprodução/ RBS TV.

Os ciclones e temporais que atingiram o Rio Grande do Sul este ano causaram 74 mortes, além de milhares de gaúchos que perderam suas casas devido aos efeitos climáticos. De acordo com o Serviço de Geológico Brasileiro (SGB), apenas 65 cidades do Estado têm mapas de risco ou cartas de sustentabilidade sobre áreas que podem sofrer deslizamentos ou enchentes.

O trabalho do SGB é mapear as áreas de risco desses locais. No entanto, com o número pequeno de servidores, o serviço enfrenta dificuldades para agilizar o estudo.

Segundo o gerente de hidrologia Franco Buffon, o ideal era que todos os municípios tivessem o serviço. "A gente tem limitações de pessoas e recursos humanos. Se a gente tivesse mais pessoas, teríamos condições de fazer mais mapeamentos", comenta o gerente.


Como é feito o levantamento?

A reportagem da RBS TV acompanhou o trabalho da empresa. A equipe foi até a região de Itapuã, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Os geólogos fizeram um estudo da área de dados do Sistema de Posicionamento Global (GPS), logo após foram a campo para confirmar as informações e o tipo de relevo. Também foi utilizado um drone.


Para o pesquisador em geociências Renato Ribeiro Mendonça, o estudo é importante. "Ele contempla todo o limite municipal, além das áreas já urbanizadas e visa fazer um diagnóstico da sustentabilidade natural dos municípios", fala Renato.


Ciclone no RS

Uma das cidades mais atingidas pela enchente de setembro foi Encantado, no Vale do Taquari. Desde 2019, o município tem mapa de áreas de risco junto ao Serviço Geológico Brasileiro. Porém, a prefeitura enfrenta dificuldades para conseguir retirar a população dos locais de riscos.


Segundo o secretário de Gestão Financeira Klaus Werner Schnack, a cidade já tomou algumas medidas. Foram criados vários loteamentos, longe das áreas inundadas. "Por sua cultura e o jeito de viver com nasceu, na beira do rio, é natural que as pessoas voltem para seus espaços", diz Klaus.


O que diz o ministério?

O Ministério de Minas e Energia afirma que o SGB precisa de mais recursos e pessoas para ampliação em novas cidades. Além disso, também está buscando por parcerias para aprimorar o trabalho realizado.


O professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Rodrigo Paiva, destaca a importância dos mapeamentos.

"Seria muito importante desenvolver ainda mais o mapeamento das áreas de risco de inundação. Já existem mapas desse tipo mas quanto mais detalhado melhor", finaliza.

Nota do Ministério de Minas e Energia (MME):


"Para ampliar esta atuação do SGB no Estado, a empresa vai precisar aportar mais recursos financeiros e de pessoal para implantação de sistemas de alerta em novas bacias e mapeamento de áreas de risco em novos municípios. O MME está buscando parcerias para aprimorar o que o SGB já tem realizado em termos de modelagem hidrológica, com maior antecedência, e atualização periódica dos municípios já mapeado."


Fonte: g1



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