Câmera da creche de Canoas não gravou bebê se enforcando na mochila


O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil. | Imagem: Jaime Zanatta/ Agência GBC.

A Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas segue investigando o caso do bebê de 1 ano e 3 meses que morreu enforcado em uma creche particular do bairro Olaria.


O novo fato divulgado pelos investigadores é que a câmera de segurança da sala de aula não gravou o momento em que a criança se enroscou na alça da mochila.


De acordo com o delegado Pablo Queiroz Rocha, a creche possui sete câmeras. Dessas, duas não estavam funcionando há mais de um mês. Esse período, segundo o titular da DPCA, afasta a possibilidade que uma ocultação de provas.


O que a polícia já sabe


Diretora e professora já foram escutadas. O caso é tratado como homicídio culposo – quando não há a intenção de matar –.


Em entrevista a TV Record, o delegado Pablo Queiroz Rocha – responsável pelo caso – afirma que a professora se sente culpada pelo ocorrido. “Eu tive a oportunidade de perguntar a ela, se ela se sentia responsável. Ela disse que sim, que se sentia culpada e responsável, porque como professora, a obrigação dela era evitar que isso acontecesse.”


Ainda, segundo o delegado, a professora deu detalhes do que aconteceu dentro da sala de aula. “Ela disse que viu o movimento da criança, mas pensou que o menino estava brincando. A professora continuou prestando atenção nas outras crianças da aula e quando voltou o foco a ele, viu que o menino estava parado. Ao ir conferir o que aconteceu, encontrou o menino já desfalecido”, conta Rocha.


Além disso, outro ponto do depoimento que chama a atenção da polícia é que há algumas informações desencontradas como, por exemplo, o número exato de alunos que estava em sala de aula. A diretora diz 10, a professora afirma que é 14. “Vamos aguardar os laudos periciais e até as imagens das câmeras de segurança para esclarecer tudo”, afirma o delegado.


“É um incidente o que aconteceu dentro dessa creche”, pontua o delegado titular da DPCA. O Instituto Geral de Perícias (IGP) fez uma perícia na instituição de ensino.


A Agência GBC também conversou com a responsável pela creche. A escola informou que o a mochila estava pendurada em um gancho na parede quando o menino acabou se enganchando no acessório. Além disso, ele ainda chegou a rodar com a alça em volta do pescoço.


A direção ressaltou que registrou boletim de ocorrência para que o caso seja investigado e que entregará as imagens das câmeras de segurança, que registraram o acidente, para a equipe de investigadores da DPCA.


Fonte: Agência GBC

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