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Cantora é repreendida por síndica ao usar maiô em prédio em Uberlândia


Imagem: reprodução/ Redes Sociais.

Na madrugada da última semana, a cantora Bruna Martins Nery, de 27 anos, recebeu uma ligação “urgente.” O motivo? O maiô que a mineira usava após participar de uma festa de Carnaval na cidade onde mora, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.


A responsável pela ligação foi a síndica do prédio, que telefonou na madrugada para Bruna para falar sobre a inadequação do tipo de traje no prédio. O caso foi registrado no dia 27 de fevereiro


Como a cantora não atendeu à ligação, a síndica mandou uma mensagem no WhatsApp. Nela, havia a mensagem de que as duas precisariam conversar. Além disso, a síndica enviou um vídeo de câmera de segurança do elevador do prédio com a imagem de Bruna usando o maiô.


A cantora conta que se sentiu invadida após receber uma ligação na madrugada para tratar de um assunto que poderia ser tratado no dia seguinte.


“Me senti tanto invadida pela síndica quanto pelo porteiro. Eu a alertei que não gostei de receber essa ligação, porque o assunto poderia ser tratado no dia seguinte. Me senti invadida, triste, suja, como se eu tivesse feito a coisa mais errada do mundo”, conta Bruna à reportagem.


Esse alerta aconteceu por volta das 6h30 do mesmo dia, também pelo aplicativo de mensagens. A síndica respondeu à mensagem dizendo que ela causou problemas sérios ao chegar no prédio com o maiô. “Pouco antes, uma família tinha acabado de chegar com os filhos, e seria muito desconcertante vê-la vestida assim. O prédio é muito sério, com regras rígidas que procuramos cumprir seriamente”, falou.


Bruna conta que mora no apartamento onde a avó vivia há pouco mais de um mês e que não sabia dessas regras. “Cada prédio tem suas regras. No condomínio anterior em que morei, já tinha transitado em vestimentas desse tipo e nunca tinha sido alertada. Mas eu entendo que era uma regra do prédio. Meu questionamento era ligar de madrugada para falar desse tipo de coisa e me humilhar”, afirma.


“Se é regra do prédio, não faço mais. Se eu tiver que andar nesse prédio, coloco um roupão, um casaco, respeito a regra do prédio, só não gostaria de ser invadida da forma que fui”, diz a cantora, destacando que acredita que recebeu esse tipo de tratamento por ser mulher. “O corpo feminimo é muito julgado. Se fosse homem sem camisa ou short muito curto, ninguém falaria nada”, finaliza.


Fonte: O Tempo

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