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Casas temporárias de até 36 m² vão abrigar mais de 400 pessoas que perderam casas durante enchentes


Imagem: Árima Stock/ Governo do RS.

O governo do Rio Grande do Sul definiu, na noite desta quinta-feira (5), os critérios para a entrega de moradias temporárias às pessoas que perderam as suas casas durante as enchentes que atingiram o estado com a passagem de um ciclone extratropical no começo de setembro. De acordo com as autoridades, 51 pessoas morreram e mais de 100 cidades sofreram danos.


Conforme a Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (Sehab), moradias de 18 m² ficarão disponíveis para famílias com até três pessoas, sendo dois adultos e uma criança de até 12 anos. A partir de quatro pessoas, o espaço será de 36 m² ou mais, conforme a faixa etária dos moradores. O número de habitações vai ser definido com base em levantamento do número de famílias afetadas em cada localidade – a responsabilidade por isso é das prefeituras das cidades. "Hoje [noite de quinta-feira, 5], há 417 pessoas em abrigos públicos. Nós queremos tirar todas elas desses espaços, que na maioria são ginásios onde elas precisam se submeter, por exemplo, a divisórias feitas com lonas, de forma improvisada. Queremos que elas vivam de forma digna até que seja viabilizada uma moradia definitiva", explica o secretário Fabrício Peruchin. As prefeituras ficarão responsáveis pela desapropriação dos terrenos onde ficarão os alojamentos temporários quando as áreas não forem de propriedade municipal. As moradias serão doadas e erguidas por empresas privadas aos municípios. O Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) é o órgão que representa as empreiteiras.

O método de construção vai usar placas de cimento para levantar residências pré-moldadas. O processo de construção das habitações temporárias deve ocorrer em etapas, priorizando os grupos mais necessitados. A previsão é que, iniciadas as obras, as moradias sejam entregues às famílias entre 45 e 60 dias.

Nesta semana, começaram as construções das primeiras 40 unidades, em Arroio do Meio, em um terreno da prefeitura. Uma área em Estrela também já foi definida para os módulos habitacionais. Cruzeiro do Sul também vai receber os imóveis, 12 no total com 20 m². Há outras que já demonstram interesse na montagem das unidades, como Encantado, Roca Sales e Muçum. Outras, ainda avaliam a viabilidade, como Santa Tereza e Lajeado.

As unidades habitacionais definitivas serão viabilizadas a partir do Minha Casa Minha Vida, na modalidade Calamidade. A construção depende de recursos federais, que são negociados pela Sehab com o governo federal.

Quando elas forem disponibilizadas, as moradias temporárias vão ser desmontadas.


Moradias pequenas?

Questionado sobre se o governo do Estado avaliava que as moradias eram de um tamanho apropriado para acomodar as famílias, o secretário Peruchin afirmou que sim. "São casas provisórias, mas temos certeza que vão atender essa população até que fiquem disponíveis as moradias definitivas. Temos como referência a cidade de São Sebastião, em São Paulo, que também sofreu com enchentes. Por lá, foram usadas essas mesmas casas, com o mesmo tamanho, e deu muito certo", explica.


Ele conta, ainda, que as empreiteiras sinalizaram, inicialmente, que tinham mais domínio da construção de casas de alvenaria, mas elas levariam até 90 dias para ficarem prontas. Esse foi mais um motivo por ter se optado pelas casas pré-moldadas: elas ficam prontas mais rápido, permitindo às famílias saírem antes dos abrigos públicos.


Fonte: g1

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