Caso de bebê morto enforcado em creche de Canoas vira homicídio, segundo a polícia


De acordo com a Polícia Civil, o menino perdeu os sentidos e foi hospitalizada em estado gravíssimo. Segundo os policiais, o quadro de saúde já era considerado irreversível pelos médicos. | Imagem: reprodução/ Redes Sociais.

Pedro Henrique de Azevedo Brum é o bebê de 1 ano e 3 meses que se enforcou na alça de uma mochila dentro da creche particular que frequentava no bairro Olaria. A Polícia Civil, que investiga o caso, trata inicialmente a morte como um caso de homicídio.


A morte de Pedro foi confirmada na última sexta-feira (24) pelo Hospital Universitário de Canoas. Em nota (leia a íntegra abaixo), a instituição disse que o óbito aconteceu “após cumprimento do protocolo pela morte encefálica.”


A criança estava internada na UTI Pediátrica do HU desde terça-feira (21). De acordo com a Polícia Civil, o menino perdeu os sentidos e foi hospitalizada em estado gravíssimo. Segundo os policiais, o quadro de saúde já era considerado irreversível pelos médicos.


No início da noite de quarta (22), familiares tinham confirmado a morte cerebral do bebê para a reportagem de Agência GBC. Pai, mãe e familiares se despediram na manhã de sábado (25) de Natal.


Investigação do caso


A professora e a diretora da escola onde a criança se enforcou na alça da mochila no bairro Olaria, em Canoas, prestaram depoimento para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Elas foram escutadas na última quarta-feira (22).


De acordo com o delegado Pablo Queiroz Rocha, a professora deu detalhes do que aconteceu dentro da sala de aula. “Ela disse que viu o movimento da criança, mas pensou que o menino estava brincando. A professora continuou prestando atenção nas outras crianças da aula e quando voltou o foco a ele, viu que o menino estava parado. Ao ir conferir o que aconteceu, encontrou o menino já desfalecido”, conta Rocha.


Além disso, outro ponto do depoimento que chama a atenção da polícia é que há algumas informações desencontradas como, por exemplo, o número exato de alunos que estava em sala de aula. A diretora diz 10, a professora afirma que é 14. “Vamos aguardar os laudos periciais e até as imagens das câmeras de segurança para esclarecer tudo”, afirma o delegado.


O caso está sendo tratado como lesão corporal culposa. “É um incidente o que aconteceu dentro dessa creche”, pontua o delegado titular da DPCA. O Instituto Geral de Perícias (IGP) fez uma perícia na instituição de ensino.


A Agência GBC também conversou com a responsável pela creche. A escola informou que o a mochila estava pendurada em um gancho na parede quando o menino acabou se enganchando no acessório. Além disso, ele ainda chegou a rodar com a alça em volta do pescoço.


A direção ressaltou que registrou boletim de ocorrência para que o caso seja investigado e que entregará as imagens das câmeras de segurança, que registraram o acidente, para a equipe de investigadores da DPCA.


Leia a nota do hospital


“Lamentamos informar que, após cumprimento de protocolo para morte encefálica, foi constatado oficialmente, no final da manhã desta sexta-feira (24), o falecimento do paciente de 1 ano e três meses, envolvido no evento em escola infantil particular do município.


A criança estava internada na UTI Pediátrica do Hospital Universitário de Canoas desde a terça-feira (21). A equipe do HU expressa toda sua solidariedade aos pais e demais familiares.”


Fonte: Agência GBC

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