CEEE Equatorial não dá prazo para retorno da energia elétrica em Porto Alegre e região


Imagem: Jefferson Botega/ Agência RBS.

Em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, o superintendente técnico da CEEE Equatorial, Julio Hofer, afirmou nesta quarta-feira (09) que não dá para estipular um prazo para a volta da energia elétrica para os 65 mil clientes que ainda estão no escuro desde o temporal do começo desta semana.


O representante da companhia destacou que todos esses casos "são diferentes" em uma área muito grande, mas que a normalização deve ocorrer "o quanto antes". A falta de luz começou neste domingo (06) e persistia até a manhã desta quarta-feira (09).

O superintendente afirmou que foi elencado um "modo de contingência" para restabelecer a energia elétrica e que foram estabelecidas as prioridades de atendimento, como dentro da área da saúde, segurança pública e educação. Superado esse momento, estariam sendo feitos os trabalhos para restabelecer o serviço para um volume maior de clientes.

Hofer ainda comentou que a CEEE Equatorial conta atualmente com um número maior de profissionais técnicos na comparação com o que havia antes da privatização. Estariam disponíveis 170 equipes para os reparos. Contudo, admite que "número grande não significa grande coisa", pois os novos profissionais ainda estariam em processo de qualificação. Ele destacou que as contratações recentes substituíram os trabalhadores que deixaram a empresa por meio do Programa de Demissão Voluntária (PDV), quando a CEEE passou pelo processo de privatização.


O gestor também destacou que os ventos fortes do último domingo e segunda-feira (07) acarretaram em muitos problemas para a rede elétrica da Região Metropolitana. Hofer comenta a respeito do grande número de árvores que há em Porto Alegre e que quando ocorrem fenômenos climáticos desse tipo, a fiação urbana corre risco.


"Quando dá esse tipo de vento, a gente acaba tendo muito galho caído, árvores caídas, além de outros objetos que são arremessados na nossa rede, como telhas e objetos metálicos. Nesses casos, há a interrupção no fornecimento de energia e, como consequência, o impacto nos nossos clientes', afirma.


No caso dos pequenos comércios que foram afetados pela falta de energia, Hofer afirmou ainda que há a possibilidade de buscar um ressarcimento pelas perdas durante o período sem energia. O processo de solicitação pode ser feito através do próprio site do grupo.


Fonte: GZH

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