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Com um a menos, Inter perde em casa para o Coritiba e se afasta do G6 do Brasileirão


Imagem: Jeferson Botega/ Agência RBS.

Contra o penúltimo colocado do Brasileirão, o Inter viveu seu pior domingo dos últimos meses. Ficou com um a menos desde o início da partida, após a expulsão de Vitão, saiu atrás, buscou o empate mas não sustentou e perdeu para o Coritiba por 4 a 3 diante de quase 35 mil torcedores no Beira-Rio, na estreia do terceiro uniforme, verde, feito de material reciclado. Se havia qualquer sonho de G6, ele se esvaiu com a derrota. Restará apenas brigar por vaga na Copa Sul-Americana 2024.


Coudet optou por De Pena no lugar do suspenso Wanderson e confirmou Nico Hernández na vaga de Mercado, que ficou fora pelo acúmulo de cartões. A surpresa da escalação foi na lateral esquerda. Renê sentiu um desconforto muscular e não pôde jogar, Dalbert apareceu no setor. No Coritiba, também por desgaste, o argelino Slimani foi desfalque.


O Inter mal conseguiu jogar com 11. Aos sete minutos, no primeiro ataque do Coritiba, Robson estava quase entrando na área quando sofreu falta de Vitão. Em um primeiro momento, o árbitro deu cartão amarelo ao zagueiro colorado. Chamado ao VAR, revisou o lance e expulsou o atleta. Vitão pediu desculpas aos torcedores e deixou o campo aplaudido.


Ainda atônito pela expulsão, o Inter levou um gol, mas Garcez estava impedido. O rearranjo fez Johnny recuar para ser dupla de Nico. Aránguiz baixou para primeiro volante e Alan Patrick precisou ser mais meia do que nunca.


O cenário mudou, e o Coritiba passou a comandar as ações. Aos 17, Robson invadiu a área pela esquerda e cruzou, Rochet afastou parcialmente e Garcez mandou por cima. Ele ainda perdeu a terceira chance aos 19, concluindo sozinho, novamente sobre o travessão.


Aos 22, o Inter teve a chance de abrir o placar. Alan Patrick fez um cruzamento magistral e encontrou Enner Valencia completamente desmarcado. De cabeça, ele até tirou do goleiro, mas também da trave. O castigo do Coritiba veio cinco minutos mais tarde. Em cruzamento da direita, a bola desviou em De Pena e foi tirando todos os zagueiros do lance. Nico jogou para trás, pegou na trave e, na volta, Garcez abriu o placar.


Depois do gol, Coudet mexeu no time. Saiu De Pena, entrou Igor Gomes. Johnny voltou para a frente da área. Aos 31, Alan Patrick quase empatou. Ele cobrou uma falta que contou com leve desvio na barreira e quase enganou o goleiro. Mas Gabriel voltou a tempo e defendeu.


Mais estabilizado depois das trocas, o Inter ganhou um presente do Coritiba aos 40. Em um lateral despretensioso para a área, Mauricio se preparava para receber a bola e caiu quando recebeu um toque de Bruno Gomes. Pênalti. Alan Patrick bateu forte, no canto esquerdo, e venceu Gabriel: 1 a 1.


A igualdade, porém, não durou até o intervalo. Aos 49, em mais um ataque sofrido pelo lado esquerdo defensivo, o Inter viu a bola viajar na área e encontrar a cabeça de Matheus Bianqui, que subiu muito alto e tirou de Rochet: 2 a 1.


O final do primeiro tempo ficou agitado. O Inter quase empatou de novo. Alan Patrick cobrou escanteio, Johnny desviou no primeiro pau e acertou o travessão. Na volta, Mauricio ainda bateu de primeira, a bola pegou em um defensor e saiu por pouco.


Segundo tempo repleto de gols


O Inter voltou sem trocas do vestiário. Aos quatro, deu o primeiro chute da segunda etapa. Dalbert, da entrada da área, arriscou, mas longe. Valencia, de falta, aos 10, obrigou Gabriel a espalmar para a frente um chute cruzado, do bico da área.


O show de bizarrices do Inter reapareceu aos 17. Em uma sequência de passes curtos e apertados entre Rochet e Dalbert, quando houve o erro inevitável, Dalbert cometeu pênalti em Marcelino Moreno. O lance, inicialmente, foi invalidado por impedimento. Mas após revisão, foi marcada a penalidade, o atleta do Coxa não estava à frente. Robson, aos 24, bateu bem e fez o terceiro.


Após o gol, Coudet fez mais três trocas: saíram Dalbert (vaiadíssimo), Aránguiz e Mauricio, entraram Pedro Henrique, Bruno Henrique e o estreante João Dalla Corte, de 17 anos. A situação do Inter era tão confusa que Pedro Henrique levou cartão na substituição por, segundo o árbitro, não ter esperado o anúncio da placa.


Aos 30, Valencia quase descontou. Em levantamento de Johnny, o equatoriano cabeceou e Gabriel salvou. Na base da pressão, o Inter conseguiu descontar. Aos 37, Bruno Henrique recebeu de Johnny na entrada da área e bateu forte, no alto.


O estádio tentou reagir, Coudet pediu apoio da arquibancada, mas pouco adiantou. Aos 41, em lance com João Dalla Corte, Robson caiu e o árbitro assinalou mais um pênalti. Robson converteu novamente e fez 4 a 2.


Nos acréscimos, deu tempo para mais um pênalti, o quarto da noite. Fora do lance, Reynaldo acertou com a mão em Alan Patrick. O árbitro marcou após o vídeo. Valencia bateu, o goleiro defendeu, mas ele mesmo completou, 4 a 3, aos 56 minutos. Ainda havia mais dois minutos por jogar, mas nada ocorreu. O Inter perdeu para o penúltimo colocado em casa.


Fonte: GZH

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