Confirmado caso de raiva em morcego no bairro Teresópolis, em Porto Alegre


Imagem: divulgação/ PMPA.

Um novo caso de morcego infectado com o vírus da raiva foi confirmado pela Diretoria de Vigilância em Saúde nesta quarta-feira (27), em Porto Alegre. O animal foi encontrado no bairro Teresópolis, a 600 metros de distância do local onde, em 2021, foi confirmada outra ocorrência. Este é o primeiro caso da doença em morcego confirmada neste ano.


Em 2021, foram confirmados quatro casos de morcegos positivos para raiva entre os 118 animais recolhidos pela DVS (Diretoria de Vigilância em Saúde). Os animais recolhidos têm amostras coletadas e enviadas ao Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor para exame virológico. Os quatro casos foram de animais coletados nos bairros Teresópolis, Bom Fim, Tristeza e Santana, respectivamente.


Em 2022, houve aumento expressivo no número de recolhimentos e coletas de amostras para exames. Até segunda-feira, 25, foram 97 animais coletados, sendo que 43% das ocorrências foram registradas na região Sul da cidade.


A diretora da DVS, Fernanda Fernandes, explica que o serviço de recolhimento da Secretaria Municipal de Saúde é realizado quando o animal se encontra em situação compatível com a infecção, ou seja, caído, ou após contato com outros animais ou com humanos. Caso o morcego esteja voando normalmente, indicando presença de colônia na residência, o contato deve ser feito com a Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade, que orientará sobre o desalojamento da colônia.


Infecção no morcego


Os morcegos hematófagos são contaminados com o vírus da raiva ao morder ou lamber um animal infectado. Os não hematófagos – que são mais comuns no ambiente urbano – podem ser infectados ao compartilharem o mesmo abrigo com os morcegos hematófagos portadores do vírus da raiva ou mesmo ao disputarem território com esses morcegos.


Os morcegos não hematófagos infectados podem transmitir acidentalmente a doença à espécie humana e a outros animais quando encontrados vivos, mortos ou prostrados.


A transmissão do vírus do morcego para outro animal ocorre pela saliva de um animal contaminado a outro – não necessariamente pela mordedura. Um simples arranhão de um morcego contaminado é considerado grave, pois eles têm hábito de se lamberem.


Morcegos caídos no chão podem ser alvo da curiosidade de animais domésticos. Por isso, é essencial que os tutores de cães ou gatos mantenham atualizada a carteira vacinal do seu pet. A vacina contra raiva é oferecida na rede privada e deve ser feita uma vez por ano.


Caso encontre um morcego caído ou dentro de casa durante o dia, em estado de prostração, a notificação deve ser feita para a Secretaria de Saúde, à Equipe de Vigilância de Antropozoonoses, via Serviço 156, durante as 24 horas, ou pelo telefone 3289-2459, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. A Evantropo também deve ser notificada quando o morcego tiver contato com uma pessoa ou animal.


Fonte: O Sul

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