Consórcio com mais de 2 mil cidades pede apoio à pasta da Saúde após aumento de Covid e gripe


Testes de Covid são realizados nos postos de saúde. | Imagem: Cristine Rochol/ PMPA.

Mais de 2 mil municípios do Brasil, representados pelo Consórcio Conectar, enviaram um pedido de ajuda ao Ministério da Saúde para reforçar a estrutura de atendimento na rede de saúde, diante do aumento de casos de Covid e gripe.


As cidades brasileiras passam por uma alta de contaminados por vírus respiratórios, em meio ao avanço da variante ômicron, e do vírus H3N2 da influenza.


O Consórcio Conectar é uma iniciativa da Frente Nacional de Prefeitos voltada para a ações de melhoria na saúde pública. No total, 2,1 mil municípios fazem parte do consórcio, em todas as regiões do país. Só no Rio Grande do Sul são 101 cidades integrantes.


O g1 entrou em contato com o Ministério da Saúde, mas, até a publicação dessa reportagem, não havia obtido retorno.


Em ofício enviado na quarta-feira (05) e endereçado ao secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz, a entidade solicita apoio para "que as cidades possam ter estruturas adequadas de testagem e de atendimento ambulatorial neste momento de agravamento das síndromes respiratórias". O documento é assinado pelo prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM).


"Os registros mostram a queda constante do distanciamento social em função da ampliação da vacinação, das altas temperaturas de verão e da ansiedade de todos pela retomada integral das atividades. Por isso, acreditamos que a testagem rápida da população é o caminho para identificarmos com a velocidade necessária as pessoas que precisam ser isoladas e acompanhadas", afirma o presidente do consórcio.


Os municípios reivindicam reforço no envio de testes de antígeno e suporte com estruturas fixas e móveis de testagem, na forma de equipamentos ou financiamento para contratação de equipes temporárias.


As unidades de saúde têm sofrido pressão com alta na demanda, diz o prefeito catarinense. "Ressalto que os atendimentos ambulatoriais, felizmente, não têm resultado em internações e ocupações de leitos, mas a espera de atendimento para realização de exames e a receita de medicamentos antigripais têm sido para além do esperado", sustenta, observando casos como o da medicação Oseltamivir, mais conhecida como Tamiflu, usado em casos graves de influenza.


Fonte: g1

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