CPI descobre que lobista vendeu por R$ 400 mil indicação para cargo no governo


Integrantes da CPI da Covid descobriram que o lobista Marconny Albernaz Faria, suposto lobista da Precisa Medicamentos, "vendeu" por R$ 400 mil a indicação de Márcio Roberto Teixeira Nunes para um cargo público no Instituto Evandro Chagas, no Pará, órgão vinculado ao Ministério da Saúde. Caso foi descoberto pela CPI da Covid em mensagens trocadas por Marconny Albernaz, que depôs na comissão do Senado na quarta-feira (15).


Segundo o blog do jornalista Octávio Guedes, no G1, Márcio fez os pagamentos para a empresa de Marconny, foi nomeado e acabou preso num escândalo de propinas que envolveu R$ 1,6 milhão.


Entre as ligações de Marconny para entregar a nomeação está a advogada Karina Kufa. Marconny tinha outras duas pontes com o governo: a família Bolsonaro (através do filho Jair Renan e da ex-mulher de Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle) e um senador cujo nome não revelou.


A operação da Polícia Federal de busca e apreensão na sede da Precisa Medicamentos, nesta sexta-feira (17), foi pedida pela CPI da Pandemia como instrumento para dar prosseguimento às apurações envolvendo a empresa, informaram senadores que integram a comissão parlamentar de inquérito. Eles informaram pelas redes sociais que a CPI tentou de “todas as formas” informações relativas ao contrato entre a Precisa e a Bharat Biotech — laboratório indiano fabricante da vacina Covaxin — mas não conseguiu. A Precisa fez intermediação entre o governo federal e o laboratório indiano. A operação foi e autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).


Fonte: BRASIL247

0 comentário