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Criminosos montaram fábrica que clonava placas para comprar armas usadas na guerra de facções em Poa


Imagem: Cid Martins/ Agência RBS.

Uma parte de facção gaúcha que está estabelecida no bairro Santa Tereza, na Zona Sul de Porto Alegre, foi alvo de uma ação policial nesta segunda-feira (21). Cerca de 20 policiais civis e mais 20 penais cumpriram cinco mandados de prisão, seis de busca e um de bloqueio de várias contas bancárias. Dos nove investigados, dois são alvo de prisão temporária, três de preventiva e os demais foram intimados para prestar depoimento. A polícia não divulgou os nomes dos suspeitos.


A ação ocorreu na Capital e em quatro casas prisionais das Regiões Metropolitana e Carbonífera. A operação Calidum foi deflagrada pela 1ª Delegacia do Departamento de Investigações do Narcotráfico (Denarc) contra suspeitos de usar uma fábrica que clonava placas veiculares para compra de armas utilizadas na guerra de facções na Capital em 2022.


O delegado Guilherme Dill, que investigou o grupo, diz que os criminosos roubaram alguns carros com o objetivo de também negociar drogas. Dill ressalta, no entanto, que o foco mesmo era a clonagem e a aquisição de armas. Como continuaram traficando entorpecentes e armamento após a série de confrontos que deixou mais de 20 mortos em poucos dias na região, o delegado destaca que a investigação continuou e foi aprimorada.


Segundo o delegado, as apurações começaram em dezembro de 2022, quando agentes da 1ª Delegacia prenderam um criminoso com drogas e materiais para embalar drogas no bairro Santa Tereza.


"A partir dessa apreensão, verificou-se que um esquema de distribuição de drogas estava em curso em Porto Alegre a partir da Zona Sul, no contexto de crime organizado. O grupo também era responsável por alguns roubos, mas basicamente por adulteração de veículos que chegavam até eles por meio de outros criminosos. Temos informações que até fabricavam placas encomendadas por terceiros e enviavam para outras localidades onde estariam os carros roubados", explicou o delegado.


Dez placas por semana


Após a equipe de Dill apurar que nove pessoas mantinham rotina de compra e venda de drogas em grandes quantidades, bem como movimentação ilícita de valores nas contas bancárias diariamente, foi possível comprovar a clonagem e a lavagem de dinheiro. Sobre a fabricação clandestina de placas, o delegado informou que eram feitas até 10 por semana.


Elas eram colocadas em carros roubados por eles ou por outros suspeitos de outros grupos que os procuravam. Foi confirmado ainda o envio de placas para outras cidades. A fábrica já foi fechada nos últimos meses, segundo a polícia, e funcionava na localidade conhecida como Buraco Quente, no Morro Santa Tereza. No entanto, os agentes investigam se ela voltou a funcionar em outra região.


Outra comprovação foi de que a maior parte do dinheiro era lavada em contas bancárias e o lucro obtido, a maior parte, era usada na compra de armas.


Maconha


O grupo é especializado na distribuição de maconha em toda a Capital. Além de possuir pontos de venda no bairro Santa Tereza, os traficantes também são distribuidores de outros criminosos.


Dill ressaltou que, em várias trocas de mensagens – obtidas após a apreensão do celular de um integrante do grupo durante a apuração dos crimes– entre os investigados, houve a comprovação da negociação de drogas. A mais vendida e a que mais levava outras pessoas a procurarem os suspeitos, era a maconha.


Havia pedidos diários de R$ 4 mil de maconha, mas também de cocaína, porém, em menor escala. Mas o que mais aparecia nas conversas entre os criminosos eram os pedidos por placas clonadas e fotos de armas encomendadas ou compradas.


Denúncias sobre tráfico de drogas e armas podem ser feitas de forma gratuita e anônima pelo telefone 08000 518 518 do Denarc.


Fonte: GZH

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