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Denarc prende 37º suspeito no caso do golpe dos nudes por facção do narcotráfico em Porto Alegre


Imagem: divulgação/ Polícia Civil.

A 37ª prisão preventiva da operação Cantina, do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) da Polícia Civil, foi efetuada na última sexta-feira (16) no bairro Vila Jardim, em Porto Alegre. A ação, sob comando do delegado Rafael Liedtke, havia sido deflagrada no dia 29 de maio passado.


Está sendo apurada uma célula de facção criminosa que praticava lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, além de extorsão e corrupção de menores mediante o golpe dos nudes em 12 estados.


Um total de 42 envolvidos foram indiciados. O inquérito apura delitos de organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, posse e porte ilegal de munições e armas de fogo, extorsão e corrupção de menores.


Os agentes receberam informações dando conta de que o investigado, de 23 anos, encontrava-se escondido na residência de seu pai, curando ferimentos oriundos de disparos de arma de fogo decorrentes de tiroteio ocorrido no bairro Jardim Betânia, em Cachoeirinha, no último dia 04. Na ocasião, ao menos três homens armados invadiram a residência do suspeito, efetuando diversos disparos. Um amigo do indivíduo preso morreu baleado..


“A investigação demonstrou que o homem, além de executar diretamente as extorsões contra as vítimas, também recebia os lucros oriundos dos delitos praticados, retendo seu percentual de participação e pulverizando os demais valores para os demais integrantes da organização criminosa”, observou o delegado.


Uma adolescente, de 17 anos, de Sapiranga, foi aliciada para expor o próprio corpo nas conversações com as vítimas do golpe dos nudes, que fez ao menos 80 vítimas em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais, Amazonas, Pará, Goiás e Paraíba. Os prejuízos somam em torno de R$ 450 mil. Uma única vítima perdeu R$ 100 mil.


O trabalho investigativo apurou que um dos líderes do grupo, apontado como um dos braços da facção, já esteve recolhido em presídios da Capital, onde exerceu a função de cantineiro e fez diversos contatos com os subordinados. “Uma vez em liberdade, mas em razão desses contatos, arregimentava outros criminosos, geralmente recolhidos, para ajudarem na prática do conhecido golpe dos nudes”, afirmou Liedtke.


A equipe do Denarc apurou que os criminosos entravam em contato com homens de classe média e alta, por meio de perfis falsos de mulheres jovens, em redes sociais para obter fotografias das vítimas nuas. A partir de então, eles praticavam graves extorsões nas vítimas, passando-se inclusive por delegados.


“O esquema era perfeitamente delineado, com vasto material que auxiliava na ilusão das vítimas e que era transmitido entre os criminosos. Para a produção do material, os investigados inclusive aliciavam adolescentes, que mandavam fotografias, áudios e vídeos sob remuneração e até mesmo sob ameaças”, detalhou o delegado.


A segunda etapa do golpe dos nudes era a receptação dos valores obtidos com as extorsões, sendo cooptados terceiros para a pulverização do dinheiro e retorno do mesmo às lideranças. Essas levavam uma vida luxuosa com os familiares. Parte dos valores eram distribuídos também para outros criminosos, em sua maioria apenados que usavam do dinheiro para obterem regalias nas cantinas dos estabelecimentos prisionais. Outra parte do lucro da organização criminosa retroalimentava o tráfico de drogas e de armas.


Fonte: Correio do Povo

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