Depósito com cabos furtados e máquina para processamento de cobre é descoberto em Canoas


Imagem: divulgação/ PC.

Um depósito com mais de duas toneladas de cabos telefônicos furtados foi descoberto pela Polícia Civil em Canoas, na Região Metropolitana. Agentes da 3ª Delegacia de Polícia do município estiveram no local durante operação, denominada Sem Linha, deflagrada nesta quarta-feira (15), com apoio da concessionária de energia RGE e de uma companhia telefônica. Dois suspeitos foram identificados na investigação como responsáveis pelo depósito, mas nenhum deles foi encontrado.


Segundo o delegado Rodrigo Caldas, que coordenou a operação, o espaço servia para receptação de materiais que eram furtados na Região Metropolitana. Além disso, era usado como uma espécie de fábrica onde o cobre contido nos cabos era retirado. Para isso, era utilizada uma máquina industrial, comprada por R$ 92 mil no início desse mês.

Conforme averiguado pelos agentes, o equipamento tritura e processa o fio até que saia o cobre puro e granulado. O material era colocado em sacas e depois vendido.


"Chama a atenção o profissionalismo desse processo. O cobre saía totalmente granulado, para que não fosse possível identificar a sua origem ilícita", afirma o delegado.


Segundo a companhia telefônica, a quantidade de cabos armazenados no espaço é avaliada em R$ 300 mil.


Além de tentar localizar os membros do grupo criminoso, os policiais buscam agora saber a origem dos cabos. Segundo o delegado Caldas, os materiais podem ter sido furtados por diferentes pessoas em toda a Região Metropolitana.


"Essa iniciativa surgiu do aumento de crimes de furto de fios e cabos e a melhor forma de combater isso é indo na fonte, no receptador. Foram apuradas informações por 20 dias e chegamos a um dos maiores e mais organizados centros de receptação que já vimos na cidade", complementa Caldas.


Além dos cabos e da máquina de processamento, foram encontrados diversos hidrômetros, uma espingarda e seis veículos, sendo que dois foram apreendidos por estarem carregados com parte do material. Funcionários da RGE ainda constataram um "gato": os criminosos abasteciam o depósito por meio do furto de energia elétrica.

Fonte: GZH

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