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Deputados aprovam auxílio milionário a empresas de ônibus do RS, mas cobram solução estrutural


Imagem: Alina Souza/ Correio do Povo.

A Assembleia Legislativa aprovou, pelo segundo ano consecutivo, um auxílio-emergencial milionário a empresas de ônibus que atuam na Região Metropolitana e em linhas intermunicipais no Rio Grande do Sul. De autoria do governo do Estado, a proposta de ajuda para as empresas, que prevê repasses de até R$ 108 milhões, obteve 42 votos favoráveis e seis contrários.


Apesar da aprovação, houve críticas ao projeto encaminhado pelo governador Ranolfo Vieira Júnior (PSDB), inclusive entre deputados que apoiaram o subsídio.


"Todos sabemos da crise do transporte. Mas, para que um benefício desta monta seja encaminhado, deveria ter vindo um estudo nos apresentando o grau de prejuízo (das empresas), o número de passageiros (atingidos), as alterações nos últimos períodos", pediu Sofia Cavedon (PT).


Falando em nome da maior bancada da Assembleia Legislativa, Cavedon também cobrou que o Estado apresente um plano estrutural para sanar o problema e evitar novos auxílios ao setor.


"O problema é que o texto não nos dá segurança de como os recursos serão investidos", criticou Luciana Genro (PSOL), que também, apesar das críticas, votou a favor do auxílio.


Quem foi contra?


Entre os seis votos contrários, dois partiram da bancada do Novo. Um deles, de Giuseppe Riesgo. Já o deputado Fábio Ostermann (Novo) argumentou que não é possível, pelo segundo ano consecutivo, aprovar o repasse sem perceber mudanças estruturais. "Não é que um ano depois nos vemos defrontados com o mesmo problema? Poderia fazer um voto favorável crítico, mas somente se eu tivesse visto algum tipo de avanço nos problemas do transporte intermunicipal. Nada mudou", apontou Ostermann.


Outro voto contrário partiu de Elton Weber (PSB). O deputado alegou que, para votar a favor, precisaria que o governo detalhasse como o dinheiro será usado pelas empresas de ônibus e como tal repasse será fiscalizado. E citou outra iniciativa semelhante para fazer uma comparação.


"Tivemos, junto com a pandemia, momentos de seca no Estado. Veio, sim, do governo do Estado mais de R$ 70 milhões como auxílio-emergencial (a setores do campo). Porém, houve longo período de discussão e formatação", apontou Weber.


Também votaram contra, sem emitir críticas da tribuna, Any Ortiz (Cidadania) e dois deputados do Republicanos: Fran Somensi e Tenente Coronel Zucco.


Defesa


O único discurso favorável ao projeto foi feito pelo líder do governo na Assembleia, Mateus Wesp (PSDB). Coube ao parlamentar destacar que a crise no transporte é resultado da pandemia e do cenário internacional e que, sem o subsídio, o setor pode entrar em colapso, prejudicando diretamente a população. "Este projeto possibilita subsídio a empresas que fazem esse transporte. Empresas que, sem subsídio, podem entrar em colapso", apontou Wesp.


O tucano acrescentou que o governo projeta usar o auxílio-emergencial até que se altere o cenário internacional. "Não significa que todo o valor será utilizado para essa finalidade. O projeto abre a possibilidade de um crédito, na medida da necessidade, para fazer um subsídio e auxiliar no transporte até que as condições circunstanciais da pandemia e da guerra na Ucrânia possam ser modificadas e o subsídio ser extinto", explicou Wesp.


Dos R$ 108,8 milhões, até R$ 42,8 milhões poderão ser destinados a empresas do transporte metropolitano e outros R$ 66 milhões para companhias que operam linhas intermunicipais.


Fonte: g1

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