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Detentos no RJ se passam por facção gaúcha para extorquir comerciantes em Porto Alegre

Imagem: divulgação/ Polícia Civil.

O celular toca e uma voz masculina fala em nome de uma facção surgida no bairro Bom Jesus, na Zona Leste de Porto Alegre. Na sequência, é exigido o pagamento de uma taxa. A cobrança seria para garantir a prestação de serviços de segurança.


Não é raro que ligações de teor similar tenham como alvo comerciantes nos bairros Rubem Berta, Mario Quintana e Morro Santana. Isso ocorre porque a facção da Zona Leste também criou ramificações na Zona Norte da Capital.


As bravatas até poderiam parecer reais, não fosse pelo flagrante sotaque carioca na voz do suposto traficante gaúcho. De acordo com a Polícia Civil, o motivo é que as chamadas partem do sistema prisional no Rio de Janeiro. Em outras palavras, as ligações não passam de tentativas de golpe.


O Departamento de Investigações Criminais (Deic) aponta que os detentos cariocas se utilizam de vazamento de dados para obter nomes, número de celulares, cpfs e outras informações de vítimas em Porto Alegre.


O alvo mais recente foi a proprietária de uma loja de roupas no bairro Mario Quintana. Nesta terça-feira, ela recebeu a ligação de um homem, que se identificou como membro da organização e disse que passaria a chamada para um dos líderes da facção gaúcha.


"Sou o responsável pelo controle do tráfico na área. Esse contato é para falar do pedágio, uma taxa única que todos pagam. Se não pagar, passamos aí e matamos a senhora”, ameaçou o golpista.


Conforme o diretor de investigações do Deic, delegado Eibert Moreira Neto, o nome da facção gaúcha e de suas lideranças surgem com frequência em tentativas de golpe. Ele também destaca que a prática é utilizada por detentos em penitenciárias Brasil afora, não apenas no Rio.


“São ligações que vêm de dentro dos presídios. Esses golpes partem de prisões em várias unidades federativas, não só no RJ. Inclusive, já ouvi áudios com sotaque nordestino, em que o golpista afirma ser da facção em Porto Alegre”, relatou o delegado.


Moreira orienta que as vítimas não transfiram nenhum valor aos golpistas. Em seguida, se deve fazer o registro da ocorrência policial, on-line ou presencialmente, narrando o fato e incluindo documentos como prints e áudios.


"É fundamental que as pessoas alvo desse tipo de intimidação procurem a Polícia Civil, imediatamente. A vítima deve ainda disponibilizar aos policiais informações relevantes e o número do celular utilizado no golpe. Assim podemos encaminhar as investigações”, enfatizou.


Fonte: Correio do Povo

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