Em Candelária, investigado por compartilhar lista de “mais cornos” e “mais chatos” pede desculpas


Imagem: reprodução/ Facebook.

A Polícia Civil participou de uma mediação de conflito entre dois homens em Candelária, no Vale do Rio Pardo, em uma investigação de difamação nas redes sociais. Nesta semana, mais de cem moradores tiveram os nomes incluídos em listas pejorativas dos “mais cornos”, “mais chatos” e “velhacos” da cidade. O material cita nome, apelido e local de trabalho dos alvos das ofensas em pelo menos cinco listas. O encontro entre uma das vítimas e um dos suspeitos de compartilhar o conteúdo ocorreu na quinta-feira (28), no cartório de mediação da delegacia. Conforme a delegada Alessandra Xavier de Siqueira, antes da conversa, o investigado procurou a vítima e pediu desculpa pelo fato. Depois, os dois foram à delegacia para formalizar a intenção de a vítima desistir do processo. Além disso, os homens acertaram que não seria feito nenhum pedido público de desculpas. O acordo foi selado com um aperto de mãos.


"Foi uma brincadeira. Eles são amigos há tempos. O autor entendeu todo o prejuízo que causou para a vítima. O acordo foi entre eles, nada induzido pela polícia", explicou a delegada responsável pela investigação. A vítima entregou trechos de conversas à polícia com a identificação de outros dois suspeitos de participar do compartilhamento do conteúdo. A dupla deve ser ouvida nos próximos dias. No entanto, até o momento, não foi possível descobrir a identificação de quem criou as listas. Para isso, a polícia terá de pedir à Justiça a quebra dos sigilos dos grupos de WhatsApp nos quais os materiais foram publicados e compartilhados. De acordo com a delegada, a polícia tentará fazer o mesmo tipo de mediação com os outros envolvidos no fato. Se não chegarem a um acordo, os responsáveis pela criação e pelo compartilhamento das listas serão investigados por difamação nas redes sociais. Até este sábado (30), a delegada tinha trabalhado em cinco ocorrências relacionadas às listas. Além dessas, outras vítimas procuraram a delegacia e registraram boletins de ocorrência.


Fonte: GZH

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