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Governo do RS implanta sistema que prevê nível dos rios e reforça prevenção a enchentes


Foto: Nicoli Saft/Defesa Civil
Foto: Nicoli Saft/Defesa Civil

O governo do Rio Grande do Sul passou a contar com um serviço de modelagem hidrodinâmica capaz de prever a evolução do nível dos rios em todo o Estado. A iniciativa integra o Plano Rio Grande e tem como foco o enfrentamento de eventos climáticos extremos, como enchentes e inundações.

Segundo o governador em exercício, Gabriel Souza, que também preside o Conselho do Plano Rio Grande, o investimento em tecnologia permite antecipar cenários e ampliar a proteção à população. “Com a modelagem hidrodinâmica, o Estado passa a projetar o comportamento dos rios, identificar áreas de risco e fortalecer a atuação da Defesa Civil, qualificando a emissão de alertas e o apoio aos municípios”, afirmou.


O monitoramento hidrológico começou a operar em setembro de 2025 e possibilita, além da previsão dos níveis dos rios, o mapeamento de regiões suscetíveis a inundações e a elaboração de mapas que indicam as áreas que podem ser atingidas pela água. Antes da implantação do serviço, o Estado não dispunha de uma ferramenta oficial para esse tipo de análise e, durante as enchentes de 2024, precisou recorrer a plataformas abertas e fontes não oficiais.

A nova modelagem está integrada ao Sistema de Monitoramento e Alerta já existente, que reúne dados de radares meteorológicos, estações pluviométricas e fluviométricas. A consolidação dessas informações é considerada essencial para prever ocorrências críticas e orientar a elaboração de planos de contingência.

De acordo com o chefe da Casa Militar e coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Luciano Boeira, a previsão do nível dos rios em curto e médio prazo é fundamental para a tomada de decisões. “Esses dados subsidiam a emissão de alertas à população e direcionam as ações junto aos municípios, responsáveis pela execução de seus planos de contingência”, explicou.


A modelagem hidrodinâmica simula o comportamento da água ao longo do tempo e do espaço, levando em conta a topografia dos rios, a previsão de chuvas e a vazão. A ferramenta classifica cada local conforme os limiares de inundação — normalidade, atenção, alerta ou inundação — e permite visualizar, em mapas, até onde a água pode avançar em caso de transbordamento.


Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: O Sul

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