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Grupo de Danças Orpheu apresenta o espetáculo “Um Sonho Possível” e celebra 38 anos de inclusão e arte em São Leopoldo


Imagem: Guilbert Trendt/ Start Comunicação
Imagem: Guilbert Trendt/ Start Comunicação

Nesta quarta-feira (11), o Programa Start News recebeu a diretora do Grupo de Danças Orpheu, Marialva Machado, que falou um pouco sobre os preparativos para apresentar o espetáculo “Um Sonho Possível”, uma produção que une arte, inclusão social e resiliência. Com quase quatro décadas de história, o grupo é referência em São Leopoldo, promovendo a democratização da dança e proporcionando oportunidades para pessoas de todas as classes sociais.


A dança como instrumento de inclusão


Marialva Machado destacou a trajetória do grupo e sua missão de tornar a dança acessível a todos. "A dança sempre foi vista como algo elitizado, mas o nosso lema desde o início foi democratizá-la, levar a arte para todos. Trabalhamos para que ricos, pobres e até os mais carentes tivessem a oportunidade de subir no palco", explicou.


Ao longo dos 38 anos, o Grupo de Danças Orpheu formou gerações de bailarinos e professores. "Hoje, temos alunas que começaram comigo e agora são professoras. E o mais bonito é ver as filhas dessas alunas dançando conosco. É uma continuidade que nos enche de gratificação", disse Marialva.


Espetáculo “Um Sonho Possível”: arte e mensagem social


O espetáculo “Um Sonho Possível”, que será apresentado no dia 17 de dezembro, foi adiado em razão das enchentes que atingiram a cidade. "Nossa escola sofreu muito com a cheia. Perdemos tudo, do telhado às salas de aula. Mas conseguimos nos reerguer com o apoio da comunidade e por meio de um projeto do governo estadual para a retomada cultural", relatou.


A produção aborda temas sociais, como diversidade, respeito e aceitação. "Ele traz coreografias que falam da terra, do vento e, principalmente, do amor e respeito às pessoas. Como diz o poema de Bráulio Bessa, 'Se não der para ser amor, que seja ao menos respeito'. É uma mensagem poderosa e de fácil compreensão", explicou Marialva.


O espetáculo contará com duas apresentações no auditório do Colégio São Luís:

  • 15h30: sessão gratuita para escolas municipais e estaduais;

  • 20h: sessão para o público geral, com ingressos a preços populares.


Resiliência e novas oportunidades


Apesar dos desafios enfrentados pela escola devido às enchentes, o Grupo de Danças Orpheu segue firme. "Nossa escola ficou só com as paredes e as barras. Foi um cenário de terror, mas seguimos em frente. Conseguimos recuperar muito graças ao projeto de retomada cultural e ao apoio de muitos parceiros", relatou Marialva.


Além da apresentação em São Leopoldo, o espetáculo será levado a outras cidades afetadas pelas enchentes, como Canoas. "Queremos que essa mensagem alcance o maior número de pessoas possível", afirmou.


Formação e excelência na dança


O Grupo de Danças Orpheu oferece uma formação ampla, com modalidades como balé clássico, jazz, contemporâneo, danças de rua e capoeira. "A formação é essencial. Não basta saber os passos, é preciso entender e estudar. É assim que formamos bailarinos de excelência", disse Marialva.


O grupo já revelou talentos que alcançaram reconhecimento nacional e internacional. "Temos bailarinos que hoje estão nos Estados Unidos e em São Paulo, representando o nosso trabalho. É um orgulho enorme ver onde eles chegaram", destacou.


A união pela arte e pela tradição


Para Marialva Machado, a força do Grupo de Danças Orpheu está na união da comunidade e na capacidade de transformar vidas por meio da dança. "Ninguém chega a lugar algum sozinho. Precisamos uns dos outros, e a dança é uma forma de demonstrar isso. Não importa a idade ou a origem, todos podem dançar e encontrar harmonia com o próprio corpo", afirmou.


Além de ser um centro de formação artística, o grupo atua como um espaço de acolhimento e inclusão. "Sempre trabalhei para trazer o social, alcançar aqueles que mais precisam. É nesse trabalho que encontramos essências e talentos que muitas vezes surpreendem", destacou Marialva.


Convite à comunidade


Marialva aproveitou para convidar o público a prestigiar o espetáculo “Um Sonho Possível” e conhecer o trabalho do grupo. "Os ingressos ainda estão disponíveis, e esperamos todos no dia 17 de dezembro, no Colégio São Luís. Será uma noite emocionante, onde a arte encontra a solidariedade e a resiliência", disse.


Ela também fez um apelo pela valorização da Sociedade Orpheu, que enfrenta dificuldades para manter suas atividades. "O Orpheu é uma das sociedades mais antigas do Brasil, com quase 180 anos de história. Precisamos de mais sócios e de pessoas que valorizem esse patrimônio cultural da nossa cidade", afirmou.


Dança como esperança


Para Marialva, o espetáculo “Um Sonho Possível” simboliza mais do que um retorno aos palcos. "Ele representa a superação de um momento difícil para todos nós. É a prova de que, com união, esforço e amor pela arte, conseguimos transformar sonhos em realidade", concluiu.


Com apresentações marcadas por emoção e talento, o Grupo de Danças Orpheu reafirma sua posição como um dos principais pilares culturais de São Leopoldo, inspirando gerações e promovendo a inclusão por meio da arte.


A gravação completa do Programa Start News está disponível nos canais da TV Start News no YouTube e Facebook, e é reprisado nesta quarta-feira (11), às 20h20, na radiostart.com.br. 


Confira a entrevista completa:

Amanda Wolff, da Redação Start

 
 
 

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