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Hospital de Clínicas não tem internados por Covid-19 pela primeira vez desde começo da pandemia


Imagem: André Ávila/ Agência RBS.

Pela primeira vez desde o início da pandemia de Covid-19, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) não tem pacientes internados com a doença. A marca foi alcançada nesta terça-feira (1º), três anos e quatro meses depois das primeiras internações pela doença. Neste período, o hospital internou 4,5 mil pacientes no CTI Covid e 4,4 mil nas enfermarias, entre casos confirmados e suspeitos.


Em março de 2021, período mais crítico da pandemia, o HCPA chegou a atender simultaneamente a 218 casos confirmados e 46 suspeitos, quase um terço dos leitos de todo o hospital. De acordo com o HCPA, a instituição segue como referência para casos de infecção pelo coronavírus.


O diretor médico do HCPA, professor Brasil Silva Neto, credita à adaptabilidade e à competência dos profissionais que atuam no hospital a relevância do papel da instituição no cenário da saúde e no combate à crise da Covid-19.


"Essa é uma oportunidade de compartilhar que estamos superando a pandemia graças ao conjunto de todas as medidas que foram tomadas desde o princípio e, principalmente, de agradecer ao empenho de todos que aqui trabalham", explica Silva Neto.


Além do CTI e da enfermaria, o hospital atendeu ainda 9,5 mil pessoas com suspeita ou confirmação da doença na emergência e outras 16 mil na unidade básica de saúde. O Serviço de Medicina Ocupacional, responsável por cuidar das próprias equipes do HCPA, fez mais de 36 mil atendimentos.


Ainda que, a qualquer momento, novos pacientes com a doença possam chegar, segundo a instituição, a data marca um momento histórico para todas as equipes que atuaram em uma longa e extremamente intensa jornada.


"A proporção da pandemia foi gigantesca. Chegamos a ter quase um terço dos leitos de todo o hospital ocupados com uma única doença, muitos em casos de altíssima gravidade", relembra a coordenadora do Grupo de Trabalho para a Preparação do Enfrentamento ao Coronavírus, professora Beatriz Schaan.


Fim da Emergência Global


Em maio, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o fim da emergência mundial causada pela pandemia de Covid-19. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fez o anúncio em entrevista coletiva.


"É com grande esperança que eu declaro o fim da emergência global de saúde de Covid-19", declarou Ghebreyesus.


Na data, muito aguardada mundialmente, foram citadas razões para a decisão. Entre elas, a mortalidade estar menor e os níveis de imunidade maiores, uma vez que cada vez mais pessoas são vacinadas contra a covid-19. Além disso, houve uma mudança de estratégia da OMS, que objetivava estabelecer recomendações mais permanentes.


Decretos da pandemia revogados


Já em julho, o governo do Estado revogou 31 normativas de 2020, 2021 e 2022 relacionadas à pandemia de coronavírus. Com isso, o estado de calamidade pública foi oficialmente encerrado em território gaúcho.


De forma geral, a revogação abrangia instrumentos e medidas preventivas criadas ao longo dos três anos de enfrentamento à Covid-19, considerada controlada.


Seis dias após a decisão do governo do Estado, a prefeitura de Porto Alegre publicou no Diário Oficial do Município a revogação de decretos ligados à pandemia de Covid-19. Por meio de decreto foi extinta a Secretaria Extraordinária de Enfrentamento ao Coronavírus (Secovid).


Ao todo, foram revogados 32 decretos relativos à pandemia de Covid-19, publicados entre março de 2020 a maio de 2023. Entre as medidas extintas estão a requisição de equipamentos aos hospitais, como Parque Belém e Beneficência Portuguesa, para o enfrentamento da doença; prorrogação e suspensão de prazos e contratos relacionados aos serviços públicos; e regras para o uso da máscara.


Medidas similares foram anunciadas por diversas cidades do RS.


Fonte: GZH


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