top of page

Inquérito do golpe: PF deve fazer novo relatório e indiciar suspeitos que ainda não haviam sido identificados

Imagem: Marcelo Camargo/ Agência Brasil.
Imagem: Marcelo Camargo/ Agência Brasil.

A Polícia Federal deve enviar, em breve, ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório complementar ao que já foi entregue em novembro passado no inquérito sobre a suposta tentativa de golpe de Estado tramada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e por seus aliados.


A informação sobre o novo relatório foi dada pelo diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, em entrevista ao jornal "O Globo", na segunda-feira (6).


Segundo uma pessoa que acompanha as investigações, o relatório complementar da PF deverá trazer nomes de novos suspeitos que teriam exercido papel secundário na organização criminosa e conseguiram permanecer ocultos até agora por causa dos métodos de proteção de identidade que o grupo costumava usar.


O novo documento também deve conter análise dos materiais apreendidos na última operação deflagrada no âmbito do inquérito – a Operação Contragolpe, que prendeu o general Braga Netto em dezembro passado.


Neste mês, o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, analisa o relatório com os indiciamentos já feitos pela PF – 40 no total. Cabe à PGR apresentar uma eventual denúncia para dar início a uma ação penal no Supremo. O relator do caso no tribunal é o ministro Alexandre de Moraes.


A expectativa da equipe de Gonet é que a análise em andamento seja célere, porque o caso é tratado como prioridade no órgão e porque há investigados presos preventivamente. Ao mesmo tempo, um auxiliar afirma que o procurador-geral não fará nada de forma açodada.


Os crimes imputados pela PF são abolição do Estado democrático de direito (pena de até 8 anos), golpe de Estado (pena de até 12 anos) e organização criminosa (pena de até 8 anos).


A expectativa na PGR é que se o novo relatório não for enviado pela PF antes de uma eventual denúncia, o órgão poderá apresentar um complemento posterior (aditamento) ao Supremo.


Além do ex-presidente Jair Bolsonaro e do general Braga Netto, já foram indiciados pela PF:


  • O general Augusto Heleno, que chefiou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo passado;

  • O ex-ministro da Justiça Anderson Torres;

  • O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem;

  • O ex-ministro da Defesa general Paulo Sérgio Nogueira;

  • O ex-ajudante de ordens tenente-coronel Mauro Cid.


Fonte: g1

 
 
 

Comentários


banners-brique-marco-desktop
JORNAL START 1230x1020px
IMG_4264
Manuela Start - 1
BannerSite_1230-x-1020
Técnico em Desenvolvimento de sistemas (1)
START-MULHERES-CEPROL-1230-1020
WhatsApp Image 2025-04-10 at 18.55.37.jpeg
bottom of page