Israel envia reforços militares após Hamas adiar libertação de reféns e acusá-lo de violar cessar-fogo
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- 10 de fev. de 2025
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As Forças de Defesa de Israel anunciaram o reforço de suas tropas após o Hamas declarar que atrasaria a libertação de novos reféns nesta segunda-feira (10). O grupo acusou Israel de descumprir termos do cessar-fogo, que já dura três semanas.
Mais cedo, o Hamas afirmou que Israel impôs obstáculos à entrada de ajuda humanitária em Gaza, atrasou o retorno de deslocados ao norte do território e realizou ataques aéreos. Em resposta, exigiu que o governo israelense compensasse as violações do acordo.
Israel, por sua vez, classificou o atraso na libertação dos reféns como uma infração ao cessar-fogo e colocou suas tropas em estado de alerta para proteger comunidades próximas à fronteira.
Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel informaram que “foi determinada a mobilização de um número significativo de tropas adicionais para missões defensivas na região”. Além disso, folgas e licenças dos soldados foram suspensas.
Segundo a agência Reuters, mediadores do cessar-fogo temem que o acordo possa desmoronar, e as negociações para as próximas fases foram adiadas.
A tensão entre Hamas e Israel também aumentou após declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu a retirada definitiva dos palestinos da Faixa de Gaza.
Desde o início do cessar-fogo, em 19 de janeiro, o Hamas já libertou 16 reféns capturados em outubro de 2023. Outros 17 ainda devem ser soltos durante a primeira fase do acordo.
O Acordo
Em janeiro, Israel e Hamas firmaram um cessar-fogo após mais de 14 meses de conflito. A guerra começou em outubro de 2023, quando o Hamas atacou Israel, deixando mais de 1,2 mil mortos. Em resposta, Israel bombardeou a Faixa de Gaza, resultando em mais de 40 mil vítimas.
O acordo prevê três etapas. Atualmente, a primeira fase está em andamento, garantindo a suspensão dos ataques, a libertação de reféns e a retirada gradual das tropas israelenses da Faixa de Gaza.
Na semana passada, representantes de ambos os lados se reuniram para discutir a segunda fase do cessar-fogo, que envolve a libertação de mais reféns em troca da liberação de prisioneiros palestinos detidos por Israel.
A terceira e última fase do acordo tratará da reconstrução da Faixa de Gaza e definirá quem será responsável pelo governo do território palestino.
Fonte: g1
























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