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"O governador dizer que a Segurança Pública vai bem é falácia", diz deputado estadual Leonel Radde


Imagem: Guilbert Trendt/ Start Comunicação.

Nesta sexta-feira (10), o Programa Start News recebeu o deputado estadual pelo PT, Leonel Radde, que comentou sobre o fato de ser um policial antifascista ligado à Esquerda, as denúncias de assédio, a situação dos agentes públicos da Segurança do Estado e seu trabalho político em São Leopoldo.


O primeiro tema foi o fato do deputado ser um policial associado com a causa antifascista.

"Um policial num campo da Esquerda, ele fica num limbo. O bolsonarismo se apropria desse discurso de 'bandido bom é bandido morto'. A Direita te odeia porque você é de Esquerda. Quando eu perco a eleição de 2018 para deputado estadual, na segunda-feira eu volto a trabalhar na delegacia, já estava fazendo operações policiais na rua. Senti essa antipatia por parte dos colegas", recordou.


Porém, o deputado também teve problemas com a Esquerda. "A esquerda pensava 'um policial branco heterossexual, esse cara não nos representa, ele é um opressor'. Mas quando a a gente chega na Assembleia, mostra que é possível ser um policial de Esquerda antifascista.", disse. Segundo ele, para seguir a pauta dos Direitos Humanos, por exemplo, se precisa de um órgão de Estado. "Os direitos humanos precisam da segurança para serem efetivados, tudo isso é protegido por um órgão do Estado", completou


O próximo tema foram as denúncias de assédio que recebeu. "Eu fui vítima de dois crimes. Primeiro é o caso de uma estagiária que aconteceu lá na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. É uma militante da extrema direita que aproveitou para criar um factoide. Ela já foi condenada a fazer uma retratação pública.", pontuou. Teve também o caso com sua ex-companheira. "A polícia entendeu que eu fui vítima de extorsão, denunciação caluniosa e difamação. Depois de abrirem toda minha casa, não acharam nenhum tipo de crime, muito menos de violência doméstica", detalhou.


O convidado também falou da sua militância pela causa da mulher. "Não é uma militância que a gente faça só para aparecer na mídia. Quem nos acompanha, no gabinete nossa equipe tem muitas mulheres. Nossas pautas são representadas, a gente não faz algo de falácia. Nesses processos, todo recurso que entre, além de pagar as dividas, vou doar para instituições que protegem mulheres vítimas de violência', garantiu.


Leonel também opinou sobre o trabalho do governador Eduardo Leite na Segurança Pública. "Esse discurso do governador que a Segurança Pública nunca esteve tão bem é uma falácia. O número de exonerações voluntárias da Polícia Civil nos últimos dois anos supera os outros cinco anos anteriores. Representa um desencanto, um desinteresse com a profissão. As forças de segurança não trazem nenhum tipo de interesse. Trabalha demais, passa por perigos. A Brigada Militar, os Bombeiros, o Detran, os servidores da Fase, são órgãos que passam pela mesma desmotivação", definiu.


Em seguida, o convidado falou do modelo de hierarquia que defende dentro das polícias. "Eu defendo muito a categoria dos trabalhadores e trabalhadoras, eu considero os policiais como classe trabalhadora. Defendo um modelo muito similar à Polícia Rodoviária Federal. Deveria ser o modelo de todas as polícias, uma carreira com uma entrada única e internamente ir progredindo", argumentou.


O deputado estadual estava em São Leopoldo para uma visita à Escola Agrícola, um diálogo com o setorial de segurança do PT e um bate-bapo com a Liga de Futsal Feminino Amador. "Temos que ir em todos os lugares que tenham similaridade com o nosso pensamento", garantiu. Ele também falou da situação política na cidade. "Eu tenho uma bola relação com todos os atores dessa hitoria [que concorrem dentro do PT para a eleição majoritária], são excelentes nomes que o PT tem. O Vanazzi é maior que o PT, excelente gestor e tem uma história gigantesca. Eu estarei aqui fazendo a campanha do candidato que for escolhido, estarei aqui apoiando a pauta da Segurança Pública", disse. Por fim, Leonel falou de um projeto de sua autoria que ele espera que avance. "É o nosso projeto da cannabis terapêutica, que incentiva a pesquisa e a distribuição pelo SUS daqueles que necessitam e que tenham prescrição médica para isso. Aqui no Rio Grande do Sul eu sinto uma resistência dos nossos parlamentares de Direita, uma dificuldade em trazer um benefício ao tratamento da saúde", finalizou.


A gravação completa do Programa Start News está disponível nos canais da TV Start News no YouTube e Facebook, e tem reprise nesta sexta-feira (10), às 20h10, na radiostart.com.br.


Confira a entrevista completa:

Gustavo Bays, da Redação Start

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