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Polícia prende três suspeitos na região por recrutar pessoas nas redes sociais para atos neonazistas


Imagem: divulgação/ Polícia Civil.

Policiais civis da Delegacia Especializada de Combate à Intolerância, com apoio da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) prenderam na manhã desta terça-feira (6) três suspeitos de atos neonazistas na Região Metropolitana. Foram cumpridos quatro mandados de busca em Porto Alegre, Canoas , Nova Santa Rita e Novo Hamburgo.


Durante seis meses de investigação, a delegada Tatiana Bastos e sua equipe comprovaram que os criminosos recrutavam pessoas para cometer diversos ataques a negros, homossexuais, judeus e até imigrantes. Os suspeitos tiveram livros, computadores, celulares, símbolos de apologia ao nazismo e fascismo, além de arma e munição apreendidos.


Os nomes dos três não foram divulgados e eles foram detidos em flagrante. De acordo com inquérito instaurado, o recrutamento ocorria via redes sociais e pelo WhatsApp. Para Tatiana, ocorria um verdadeiro aliciamento para que as pessoas fossem adeptas à causa. A operação recebeu o nome de "Accelerare".


"Isso porque prendemos líderes deste grupo que estava aumentando com o aliciamento de extremistas de uma forma muito acelerada. Estamos combatendo o puro ódio que não era só pelas redes sociais e WhatsApp. Eles também criavam games com indicativos de apologia a Hitler", diz a delegada.


Tatiana lembra que um dos detidos, em Nova Santa Rita, já havia sido preso pela polícia em 2019 por planejar ataques em escolas da Região Metropolitana. O jovem, hoje com 23 anos, é um dos investigados por criar games com mensagens subliminares de apologia ao nazismo. Os outros suspeitos foram presos em Canoas e Novo Hamburgo.


Segunda a investigação, o nome da operação – vinculado ao rápido crescimento de adeptos – tem ligação pelo fato de que esta era, justamente, a meta dos investigados. Além dos materiais repassados aos novos colaboradores, como os jogos e livros, eles estavam criando bandeiras próprias, com a suástica, que os representassem.


Uma dessas bandeiras, ainda em planejamento, teve o projeto apreendido em um dos computadores dos presos nesta terça-feira. A delegada diz que, durante o monitoramento, foi provado que os suspeitos faziam discursos entre os integrantes, tudo para que fosse o mais parecido com os discursos de ódio de Adolf Hitler.


Os policias não têm dúvidas, tanto é que este é um dos objetivos para finalizar o inquérito nos próximos dias, de que estariam planejando crimes graves. Tatiana ressalta que tem vários indícios do planejamento das supostas práticas. A polícia segue atrás de mais suspeitos, alguns já identificados.


O diretor do Departamento de Proteção dos Grupos Vulneráveis da Polícia Civil, delegado Christian Nedel, diz que um outro objetivo será identificar as pessoas consideradas simpatizantes com a causa do grupo e que estavam mantendo contato com os detidos. Segundo ele, o foco das investigações é cessar outra preocupação: o aliciamento de adolescentes.


Denúncias podem ser feitas através do Disque Direitos Humanos - o Disque 100, bem como pelo Disque Denúncia 181 ou o WhatsApp (51) 98444 -0606.


Fonte: GZH

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