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Projeto oportuniza passeio pelo Guaíba para população em vulnerabilidade social de Porto Alegre


Imagem: Camila Cunha/ Correio do Povo.

Depois de ser interrompido pela pandemia, o projeto social Amar Porto Alegre – que oportuniza para a população em vulnerabilidade social de Porto Alegre a experiência de navegar pelo Guaíba com o Cisne Branco –voltou com toda a força, nesta quarta-feira (17).


Neste primeiro dia de retorno 150 passageiros mais do que especiais aguardavam ansiosos a largada do Cisne Branco. Membros da Associação dos Familiares, Amigos e Pais de Autistas (AFAPA) e do projeto Angelina Luz embarcaram nessa navegação projetada com os devidos cuidados para os pequenos passageiros.


A diretora do Cisne Branco, Adriane Hilbig revelou que todas as adaptações necessárias foram realizadas para receber as crianças autistas. “Hoje, estamos com protocolos diferentes. Não vai ter música a bordo, nem locução, em função do publico. Existe essa adaptação dependendo do público. A intenção é mostrar a beleza de Porto Alegre, com um olhar mais amoroso. Também queremos falar um pouco sobre o meio ambiente, a poluição, as ilhas que fazem parte da cidade”, explicou.


Raquel Pereira, de 32 anos, integra a AFAPA e levou os dois filhos para o passeio: Eloise, de 5, e Israel, de 7. Ela garantiu que esse tipo de atividade é algo raro de acontecer, devido as rotinas de uma mãe atípica, repletas de terapia. Raquel também revelou que se sente reconhecida com essas oportunidades.


“Eu me sinto vista e feliz porque é uma coisa que normalmente não estaria dentro dos nossos planos em função não só da rotina, mas também porque a gente não tem muitas oportunidades para esse tipo de passeio. A nossa vida é correr atrás de coisas básicas e quando a gente tem a oportunidade de fazer uma coisa que vai trazer alegria, um passeio, uma coisa diferente assim, a gente fica muito contente”, afirmou.


Izabella Rodriguez, de 12 anos, estava curtindo a paisagem antes da sua primeira viagem no Cisne Branco. Ansiosa pelo passeio, ela disse que só esperava que não desse nada de errado e fez questão de fazer um alerta: “por favor, cuidem do Guaíba. Até um caco de vidro e uma árvore caída lá eu já vi. Por favor, cuidem”. A sua mãe, Fabiana Godoy, observou que esse passeio é uma forma da sua filha conhecer outros lugares.


“É para ela conhecer mais do que o mundo tem para oferecer, além do mundo dela. Isso é muito importante. É um incentivo para ela conhecer outros lugares quando crescer. E cada dia mais buscar coisas novas, é para o aprendizado dela”, declarou.


A presidente do projeto social Angelina Luz, Érika Rocha, declarou que o projeto Amar Porto Alegre tem uma grande importância na vida das famílias autistas e que essa ação carrega a maior lição que é o pertencimento.


“Que esse seja o primeiro de muitos, onde venham junto o pertencimento e a inclusão para todos. O pertencimento e a inclusão é o que buscamos em nossos projetos sociais”, declarou a também coordenadora do Movimento Orgulho Autista Brasil do Rio Grande do Sul que recebeu o prêmio nacional do Orgulho Autista Brasil, pelo trabalho desenvolvido no projeto social Angelina Luz.


“Acolhemos hoje mais de 600 famílias em busca de inclusão dos direitos. Direitos já são adquiridos, eu acho que a gente não deveria brigar por aquilo que já é de direito dos autistas, o acesso, mas a gente vai continuar essa luta porque antes de um diagnóstico os nossos autistas são seres humanos”, declarou.


Os passeios de Cisne Branco, que navegam pelo bairro Arquipélago, mostrando as principais ilhas que compõem o Delta do Jacuí, vão ocorrer até outubro. As ONGs e entidades com propósitos sociais podem se inscrever pelo e-mail cisnebranco@barcocisnebranco.com.br, com o assunto: Projeto Social Para Amar Porto Alegre.


Fonte: Correio do Povo

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