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RS tem mais de 27 mil casos de violência contra a pessoa idosa. São Leopoldo passa de 500 casos

Foto: Reprodução internet
Foto: Reprodução internet

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), até o final de 2026, pela primeira vez na história, haverá mais idosos do que crianças no planeta. O último Censo, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o número de pessoas com 65 anos ou mais cresceu 57,4% em doze anos no Brasil. Já a população idosa com 60 anos ou mais chegou a 32,1 milhões de pessoas, 15,8% da população do país. O aumento é de 56% em relação a 2010, quando era de 20,5 milhões (10,8%).


Diante disso, surge um tema preocupante: a violência contra a terceira idade. Para Ma. Patrícia Aparecida Trindade Vargas, coordenadora do curso de Direito da Faculdade Anhanguera, essa pauta é um problema social grave que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.


O Junho Violeta trata desses aspectos, haja vista que é uma campanha de conscientização social e visa promover ações de prevenção e combate à violência contra os idosos. Segundo o Painel de Dados da Ouvidoria Nacional do Ministério de Direitos Humanos e da Cidadania, o estado do Rio Grande do Sul, já foram 27.662 casos de violência contra a terceira idade neste 2025. Em São Leopoldo possui 572 casos registrados.


Veja números de algumas cidades da Região Metropolitana:

Porto Alegre: 3.713 casos

Canoas: 964 casos

Viamão: 704 casos

Novo Hamburgo: 636

São Leopoldo: 572 casos

Alvorada: 561 casos

Cachoerinha: 539 casos

Sapucaia do Sul: 312 casos

Esteio: 59


Patrícia alerta que, quando não é um familiar, o idoso acaba sendo negligenciado por um cuidador e que a atenção permanente contribui para a redução dessas violências. “Qualquer atitude deve ser investigada e denunciada. Vale destacar que o idoso não tem, em geral, força ou métodos para se defender sozinho. Há uma legislação responsável pelo direito do idoso e qualquer pessoa pode fazer denúncias”, destaca.


As denúncias podem ser feitas por diversos meios, seja através das Polícias Militar (190) ou Civil (197), o Disque 100 (que funciona diariamente, 24 horas por dia, 7 dias por semana) e canais eletrônicos. Ademais, órgãos como o Ministério Público, mais específico a Promotoria de Justiça com atribuição em matéria do Idoso, podem ser procurados para defesa dos direitos difusos e coletivos dessa classe uma vez que forem violados.


Fonte: Assessoria Anhanguera

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