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Lei que institui uso do Colar de Girassol para deficiências invisíveis é sancionada em São Leopoldo


Tornar São Leopoldo uma cidade cada vez mais inclusiva. Com esse objetivo, o prefeito Ary Vanazzi sancionou nesta quarta-feira (22) a lei que institui o uso do Colar de Girassol, que auxilia a identificação de pessoas com deficiência não visíveis ou ocultas. O projeto, de autoria da vereadora Ana Affonso (PT), foi aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores em setembro. A peça é um símbolo de empatia e compreensão, buscando sensibilizar a comunidade para as diversas formas de deficiências, nem sempre visíveis externamente.


São chamadas de ocultas as deficiências não percebidas de imediato. É o caso da surdez, lúpus, autismo e das deficiências cognitivas. O colar com desenhos de girassóis já é usado como símbolo em vários países e em alguns municípios brasileiros. Em julho, a Lei 14.624/2023 foi sancionada no país.


“A partir da legislação nacional, podemos avançar. Hoje há uma organização desses grupos para serem vistos. Se a gente quer se tornar uma cidade universal, todos precisam estar incluídos, respeitando todas as formas de viver. A lei é um princípio de um grande trabalho para essa parcela significativa da nossa população”, ressaltou Vanazzi.


A Secretaria de Direitos Humanos (Sedhu) será a responsável por tocar o projeto no Executivo. A iniciativa foi elogiada pela secretária Nadir de Jesus, que garantiu a continuidade das ações. “Vemos aqui a importância de uma gestão que cuida de todos. Quantas vezes observamos a crise de uma criança e pensamos ‘mal educado’. Até então não havia uma preocupação com doenças invisíveis. Faltava legislação e cuidado por parte do poder público e da sociedade. Temos essa oportunidade de dar dignidade e respeito para todas essas pessoas. Nossa secretaria está disponível para promover essa política”, afirmou.


A representante da Associação dos Amigos dos Autistas de São Leopoldo, Eva Bueno, falou da importância do avanço ocorrido hoje. “A lei vem ao encontro da necessidade dos autistas. Sou mãe de um filho com síndrome de Down e autismo e mesmo que ele aparente ser diferente, as pessoas têm que saber do direito dele de ser respeitado. Eu também sou deficiente, sou surda, e minha mãe é cadeirante, então me dou o direito de usar esse laço, pois eu me amo e me aceito como deficiente. Essa iniciativa vai facilitar bastante a convivência e o atendimento do autista com prioridade na área da saúde”, destacou.


A fala foi reforçada pela presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdedica) e da Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Mobilidade Reduzida e das Pessoas com Altas Habilidades/Superdotação (Comudepe), Maristel Brasil. “Essa política pública de proporcionar o cordão para as pessoas será importante. Nós ajudaremos na implantação”, garantiu.

 

O que é o Colar de Girassol?

 

De acordo com a vereadora Ana Affonso, o Colar de Girassol transcende a estética. Ele representa empatia e compreensão, buscando sensibilizar a comunidade para as diversas formas de deficiências, nem sempre visíveis externamente. “Queremos construir uma cidade mais inclusiva e acolhedora, e esse símbolo é um passo crucial nesse caminho. Essas deficiências não são visíveis num primeiro momento, mas merecem uma atenção diferenciada de quem promove o serviço e de toda a sociedade”, explicou a autora do projeto.


Fonte: PMSL

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