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92% das casas em Gaza foram destruídas ou danificadas, segundo agência da ONU

Imagem: AFP.
Imagem: AFP.

Após o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza começar no domingo (19), milhares de palestinos voltaram para o enclave. Apesar do alívio, a população retorna para casas reduzidas a escombros: segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês), cerca de 92% das unidades habitacionais de Gaza foram destruídas pela guerra.


Ao todo, foram 436 mil casas impactadas, sendo 160 mil destruídas e 276 mil severa ou parcialmente danificadas, com 1,8 milhão de pessoas precisando de abrigo.


De acordo com informações do site da ONU, cerca de 90% da população em Gaza foi deslocada. A maior parte precisou se mudar "10 vezes ou mais" devido ao avanço do conflito.


“Grande parte de Gaza é entulho, enquanto ataques aéreos e operações militares israelenses danificaram ou destruíram cerca de 60 por cento dos edifícios, incluindo casas, escolas e hospitais”, conforme a ONU.


“A implacável campanha de bombardeio levou a assistência médica ao limite, o sistema de resíduos sólidos entrou em colapso, causando sérios riscos ambientais e de saúde, e o sistema de água foi drasticamente cortado", diz a OCHA.


Acordo de cessar-fogo


A guerra entre Hamas e Israel é antiga, mas escalonou em 7 de outubro de 2023, quando o grupo extremista matou cerca de 1,2 mil israelenses e manteve 251 como reféns. O ataque desencadeou uma enorme ofensiva israelense em Gaza, que matou mais de 46,8 mil palestinos, conforme informações do Ministério da Saúde administrado pelo Hamas.


Ao longo desses 15 meses, aconteceram várias propostas para cessar-fogo. A que vigorou foi intermediada por autoridades do Catar, Egito e Estados Unidos, bem como de Israel e do Hamas, e tem três etapas de realização.


O primeiro passo do acordo consiste em uma trégua de seis semanas no conflito e a libertação de 33 reféns israelenses em troca de mil prisioneiros palestinos. No domingo, o Hamas libertou três mulheres que estavam sob custódia do grupo extremista desde 7 de outubro de 2023.


Em troca, Israel libertou 90 reféns palestinos, todos mulheres e adolescentes do sexo masculino.


Também está prevista a retirada gradual do Exército israelense do Corredor Filadélfia, na fronteira entre Egito e Gaza, e o retorno dos palestinos deslocados ao norte do enclave.


Caminhões de ajuda humanitária, que também estavam previstos no acordo, já começaram a entrar no território palestino, para reduzir os efeitos da crise humanitária na região destruída pela guerra.


A segunda etapa começa três semanas depois, com a libertação de todos os outros reféns israelenses – cerca de 98, segundo o site Axios –, um cessar-fogo permanente e a saída completa dos soldados de Israel.


A terceira e última parte do acordo vai focar em enviar os restos mortais dos reféns que não sobreviveram ao cativeiro.


O acordo também prevê medidas de longo prazo, que incluem tanto a reconstrução estrutural e social de Gaza, quanto sobre quem estará no comando do conflito durante os próximos anos.


Fonte: iG


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