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A difícil trajetória de nascer mulher - Por Comissão da Mulher Advogada da OAB Subseção São Leopoldo

O direito igualitário se busca desde a Revolução Francesa, no entanto, é tímido até os dias de hoje. O que muito se alcançou ainda é pouco diante da vastidão do campo da isonomia em que se pretende, ao menos, o equilíbrio entre o feminino e o masculino.


Há ainda quem diga (e entenda) que não há mais motivos pela luta de igualdade, uma vez que mulheres já "podem" ocupar cargos públicos, trabalhar, votar, aprender, ensinar, já podem inclusive jogar futebol. Pensam ainda (aquela voz troglodita que mora escondida em todo ser tanto homem como mulher) o que mais elas querem? Se tudo já podem, se tudo já são...


Não entendem que o direito pretendido vai além do poder, é o direito de ser respeitada naquilo que eu posso. A culpa, eterna companheira de quem nasce mulher, tenta trazer para si a responsabilidade pelo comportamento alheio. E é exatamente isso que faz com que a sociedade não consiga evoluir quando se trata do respeito ao direito da mulher. Então, de nada adianta conquistar direitos se ao mesmo tempo eu, enquanto mulher, não consigo que esses sejam respeitados, com o intuito maternal de proteger o agressor.


Assim, cotidianamente, mulheres foram vítimas de feminicidio, de estupros, de assédio sexual e moral, de golpes, de violência moral, de violência psíquica, de diferenças salariais, de dores que jamais se recuperarão. Assim, somos todos e todas levados por sentimentos de pena e fragilidade diante dos fatos, mas ao mesmo tempo não nos damos conta da parcela de responsabilidade sobre cada ato de violência desferida. Onde estamos enquanto cidadãos que não conseguimos agir antes do desfecho trágico em cada história? Quantos indeferimentos de medidas protetivas ainda hão de existir antes do golpe final?


O discurso há de ser maior para se ter respeito. Homens e mulheres são iguais perante o Criador. São análogos perante os direitos e tão distantes enquanto sociedade. Somos sim responsáveis por cada vida perdida, por cada agressão desferida, por cada indiferença afiançada sobre essa violência que está ao nosso lado diariamente.


Comissão da Mulher Advogada da OAB Subseção São Leopoldo





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