A eleição de 04 de outubro também será o vestibular para 2028 em São Leopoldo - Por Bado Jacoby

A eleição de 4 de outubro vai definir presidente da República, governador, senadores e deputados federais e estaduais. Mas, para São Leopoldo, a disputa proporcional terá um significado que vai muito além da contagem de votos. Para quem acompanha a política local com um pouco mais de atenção, esta eleição pode ser vista como uma espécie de vestibular antecipado para 2028.
Os candidatos e candidatas que têm em São Leopoldo sua principal base eleitoral estão colocando seus nomes à prova. Mais do que buscar uma vaga na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados, cada um estará medindo sua capacidade de mobilização, sua presença nas ruas, sua estrutura política e, principalmente, sua capacidade de transformar reconhecimento em votos.
E há muitos nomes locais nessa disputa. Ary Vanazzi, Simone Dutra, Nelson Spolaor, Ana Affonso, Arthur Schmidt, Gabriel Dias, Regina Caetano e Marcelo Pitol, chegam à eleição com trajetórias e projetos diferentes, mas com algo em comum. Todos sabem que o resultado de outubro poderá influenciar diretamente o espaço que ocuparão na política de São Leopoldo nos próximos anos.
Ary Vanazzi, ex-prefeito por quatro mandatos, terá sua densidade eleitoral novamente colocada à prova. Nelson Spolaor também chega ao momento decisivo depois de ter disputado a Prefeitura em 2024. Ana Affonso carrega uma trajetória política consolidada, enquanto outros nomes buscam justamente transformar esta eleição em uma porta de entrada para voos maiores.
No caso de Simone Dutra, o teste tem um componente ainda mais interessante. Ela foi a grande articuladora e coordenadora do projeto político que levou Heliomar Franco à Prefeitura de São Leopoldo, em uma construção que atravessou três eleições municipais até finalmente se materializar em 2024.
Simone também foi peça importante na formação da chapa que elegeu Regina Caetano como vice-prefeita, assumindo naquele processo de prospectar e viabilizar politicamente o nome da atual vice-prefeita.
E é aí que aparece o verdadeiro significado de outubro. Não será necessário conquistar uma cadeira para sair politicamente maior desta eleição. Uma votação expressiva pode representar capital político para 2028, fortalecer grupos e abrir novos caminhos. Uma votação abaixo das expectativas também pode alterar espaços e relações dentro da política local.
A eleição de 2026, portanto, não termina necessariamente na noite de 4 de outubro. Ela pode ser o primeiro grande capítulo da disputa política de 2028. Os números das urnas vão mostrar muito mais do que quem conseguiu ou não uma cadeira. Vão revelar quem manteve espaço, quem cresceu, quem perdeu força e quem conseguiu transformar uma candidatura proporcional em capital político para o futuro.
Para São Leopoldo, talvez esse seja o grande vestibular de outubro. A eleição nacional passa pela cidade, mas também começa a desenhar, desde já, o mapa político da eleição municipal de 2028.
Bado Jacoby, é titular da coluna Radar da Política

























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