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A planilha política que se faz necessária - Por Bado Jacoby

A recente indignação do vereador Marcelo Pitol(PSD), diante da condução da visita de um secretário de Estado a São Leopoldo, evidencia, de forma clara, um problema estrutural que precisa ser melhor encaminhado nos bastidores da administração municipal: a falta de um planejamento político integrado, quase um “planilhamento” obrigatório para um governo tão heterogêneo quanto o de Heliomar Franco(PL). O prefeito com certeza até gostaria que não fosse tão diverso seu governo, mas é o pacote que chegou junto com o resultado da eleição e agora precisa ser muito sábio para administrar tantos interesses.


Com tantas correntes, interesses, protagonistas e sensibilidades convivendo dentro do mesmo espaço de mando, a coordenação política não pode funcionar apenas como um setor burocrático. Ela precisa operar 24 horas por dia, sete dias por semana, cuidando para que cada movimento seja calculado, para que cada visita, anúncio, articulação ou agenda institucional não se transforme em mais um foco de tensão interna.


A realidade é que, com a aproximação de um período eleitoral que, embora não envolva diretamente o município, ao mesmo tempo, mobiliza inúmeros personagens ligados ao governo local, a tendência é que os ânimos se acirrem ainda mais. Deputados, lideranças regionais, partidos aliados e grupos com influência no Executivo municipal passam a disputar espaço, prestígio e protagonismo e qualquer descuido, pode ser interpretado como desrespeito, exclusão ou quebra de acordos.


Por isso, a “planilha política” deixa de ser uma metáfora e passa a ser uma obrigação administrativa. Cada gesto precisa ser medido. Cada agenda, compartilhada. Cada ação estratégica, previamente alinhada entre as lideranças do governo. Não se trata apenas de evitar constrangimentos; trata-se de garantir governabilidade.


Se esse processo de organização não for colocado como prioridade, os conflitos internos tendem a se tornar cada vez mais rotineiros e o desgaste, inevitável. A política não aceita improviso ou desaforos por muito tempo. Politicamente, a São Leopoldo de hoje, exige do governo municipal uma maturidade estratégica que vá além da gestão técnica. A coordenação, diálogo e uma planilha política muito bem preenchida, é fundamental para o sucesso de qualquer gestão pública.


Bado Jacoby, é apresentador e repórter da Start Comunicação



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