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Antônio Carlos Côrtes assume cadeira na Academia Rio-Grandense de Letras


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Imagem: reprodução/ RBS TV.

O advogado, jornalista e escritor Antônio Carlos Côrtes tomou posse, nesta terça-feira (28), na Academia Rio-Grandense de Letras, em Porto Alegre. Ele vai ocupar a cadeira de número 11, que tem como patrono o Padre Carlos Teschauer.


Côrtes é membro fundador do grupo de pesquisas Palmares que, em 1971, implementou a data de 20 de novembro como Dia da Consciência Negra, oficializada nacionalmente em 2011.

"Há um ditado sul-africano que diz: 'eu sou porque nós somos'. Eu não sou eu, eu sou uma comunidade que chega à Academia Rio-Grandense de Letras. Ela tem 121 anos e eu sou o terceiro negro a integrar a academia, e não por ser negro, mas porque julgaram que eu merecia essa oportunidade pelo meu trabalho literário, na direção de espetáculos musicais, envolvimento com a cultura. Estar ao lado dos outros integrantes é o momento mais sublime da minha vida”, comemorou Côrtes.


O novo integrante da academia foi funcionário do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) por 26 anos. Advogado militante, com atuação nas áreas de direito civil e criminalista, foi também secretário-geral da Junta Comercial do Rio Grande do Sul (Jucergs), bem como assessor superior da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul e professor na Academia de Polícia (Acadepol).


Também atuou como apresentador, repórter e produtor em diferentes veículos de imprensa gaúchos e de fora do estado. Foi integrante do Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre e Conselho Estadual de Cultura. Tem histórico de participações como comentarista de eventos carnavalescos.


É autor dos livros "Bailarina do Sinal Fechado", "Rua da Praia 40⁰" e "Degraus da Vida".


O grupo Palmares

Na Porto Alegre dos anos 1970, um grupo de jovens discutia a criação de um dia destinado aos negros no Brasil. Eles não queriam o 13 de maio, data em que a Lei Áurea pôs fim à escravidão, mas sem prever políticas públicas que garantissem educação e trabalho aos recém-libertados. Queriam um dia para a sociedade refletir sobre a situação a que os africanos foram submetidos ao serem retirados de sua terra para servirem aos brancos nas Américas – e as consequências na vida de seus descendentes.


Inspiraram-se na morte de Zumbi dos Palmares, líder quilombola e símbolo de resistência, e o 20 de novembro passou a ser nacionalmente conhecido como o Dia da Consciência Negra.


Fonte: g1

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