Apreensão de canetas emagrecedoras ilegais cresce 26 vezes no RS em 2026

A apreensão de canetas emagrecedoras importadas ilegalmente aumentou 26 vezes no Rio Grande do Sul em 2026, na comparação com todo o ano passado. Em apenas nove meses, mais de 3 mil unidades foram recolhidas pela Receita Federal no estado, com valor estimado em R$ 1,2 milhão.
Os produtos entram no país por diferentes rotas e são encontrados escondidos em veículos, transportados em ônibus ou enviados por encomendas postais. Em alguns casos, as mercadorias são declaradas como outros itens para tentar escapar da fiscalização.
Segundo o chefe da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal no RS, Eduardo Mielke, as apreensões têm sido frequentes.
“Quase todo dia estamos topando com esse tipo de produto e fazendo apreensões”, afirma.
Armazenamento inadequado preocupa autoridades
Uma das preocupações das autoridades é a falta de garantias sobre a procedência, a conservação e a composição dos medicamentos.
Em uma das apreensões mais recentes, realizada nos Correios, auditores encontraram embalagens com bolsas de gelo, utilizadas para tentar simular condições adequadas de transporte refrigerado. No entanto, não havia garantia de que a temperatura necessária para a conservação dos produtos tivesse sido mantida durante o trajeto.
Como são importados de forma clandestina, esses medicamentos não passam pelos processos de fiscalização e controle exigidos pelos órgãos reguladores.
Especialista alerta para riscos à saúde
O endocrinologista Fernando Gerchman, do Hospital Moinhos de Vento, alerta que o uso de produtos sem procedência conhecida representa riscos significativos, já que não há garantias sobre a pureza e a composição das substâncias.
O médico explica que possíveis impurezas ou agentes microbiológicos podem provocar infecções e reações inflamatórias ou autoimunes, com consequências graves e até irreversíveis.
Diante dos riscos, a recomendação dos especialistas é adquirir medicamentos somente em farmácias e drogarias regularizadas.
Para Eduardo Mielke, a entrada clandestina desses produtos vai além de uma questão tributária e representa um problema de saúde pública.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: G1 RS

























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