Audiência pública na Assembleia Legislativa cobra urgência para obras contra cheias no Vale do Sinos
- Start Comunicação

- 12 de ago.
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Debate na Assembleia Legislativa reuniu autoridades, entidades técnicas e representantes da comunidade, que defenderam a execução de um sistema integrado de proteção para a região

A necessidade de acelerar as obras de proteção contra cheias no Vale do Sinos voltou ao centro do debate nesta terça-feira, durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Proposto pelo deputado estadual Halley Lino (PT), o encontro reuniu autoridades, representantes de entidades técnicas e lideranças comunitárias diante da preocupação com a vulnerabilidade da região a novos eventos climáticos extremos.
O debate ocorreu após as enchentes dos últimos anos evidenciarem fragilidades na infraestrutura de proteção de municípios como São Leopoldo e Novo Hamburgo. Para os participantes, a região não pode permanecer dependente apenas de medidas emergenciais diante da possibilidade de novos episódios de chuva intensa e elevação do nível do Rio dos Sinos.
Entre os participantes estiveram os vereadores Aurélio Schmidt, Marcelo Pitol e Fábio Bernardo, o ex-vereador Gabriel Dias ee representantes da Assemplife, ProDique São Leopoldo, Senge/RS, Comitê Sinos, Associação dos Arquivistas, União das Associações Comunitárias de Novo Hamburgo, Serviço Geológico do Brasil, Ministério das Relações Exteriores e lideranças comunitárias.
Sistema precisa ser integrado
Um dos principais pontos discutidos foi o Dique da Feitoria, considerado uma estrutura estratégica para a proteção da região. Durante a audiência, porém, foi destacado que a obra, isoladamente, não resolve o problema. A defesa apresentada pelos participantes é pela implantação de um sistema integrado, formado por diques, casas de bombas, comportas e canais.
A avaliação é de que as estruturas precisam funcionar de maneira articulada para aumentar a capacidade de proteção das áreas urbanas e reduzir os impactos de futuras cheias.
A demora na execução das obras e na liberação de recursos também esteve entre as principais críticas apresentadas durante o encontro. Os participantes cobraram maior articulação entre os governos federal, estadual e municipais, além de transparência sobre os recursos anunciados e os cronogramas previstos.
“O tempo de planejamento já se esgotou”
O entendimento manifestado na audiência é de que a região já passou por um longo período de estudos e discussões e precisa avançar para a etapa de execução. A preocupação é que novos eventos climáticos extremos ocorram antes da conclusão de um sistema de proteção capaz de reduzir os riscos para a população.
Para o deputado Halley Lino, a prioridade deve ser a proteção das vidas e a adoção de medidas concretas.
“Estamos falando de vidas em risco. A proteção contra as cheias não pode mais ser tratada como promessa ou projeto futuro, mas como uma ação emergencial e coordenada entre todas as esferas de governo”, afirmou.
A audiência também reforçou a necessidade de estabelecer um cronograma efetivo para as obras, com acompanhamento permanente por parte da sociedade civil e das entidades que acompanham a questão.
Para os participantes, depois das enchentes que atingiram o Vale do Sinos, a discussão sobre prevenção deixou de ser uma questão para o futuro. A cobrança agora é para que os projetos saiam do papel antes que uma nova tragédia volte a colocar à prova a capacidade de proteção da região.
Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br
























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