Autor de ataque a escolas em Aracruz voltou para casa e "almoçou tranquilamente" após o crime
- Start Comunicação

- 29 de nov. de 2022
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O adolescente de 16 anos que atacou duas escolas em Aracruz, no Espírito Santo, na sexta-feira (25) aprendeu a atirar assistindo a vídeos no YouTube, segundo o pai. Depois de alvejar 16 pessoas, voltou para casa, almoçou e seguiu com a família, sem tocar no assunto. O PM, que já foi ouvido pela polícia - que investiga se o autor dos atentados teve aulas presenciais de tiro -, está sendo acusado nas redes sociais de ter preparado o filho para o atentado. Ele disse ser absurda a alegação e conta que montagens e acusações falsas estão rendendo ameaças de morte contra ele. Por segurança, deixou Aracruz, onde morava.
O comportamento do atirador mudou drasticamente há cerca de dois anos. Segundo o PM, isso ocorreu depois de ter sofrido bullying em uma escola que frequentou até o 9º ano e que não era nenhuma das duas em que praticou o atentado. O adolescente faz tratamento psiquiátrico e é socialmente recluso. Gosta de ver vídeos sobre armas e sobre a 2ª Guerra Mundial.
O policial pediu perdão às famílias das vítimas e diz que o filho precisa ser punido pelo que fez. Também disse que não pretende evitar a punição que sofrerá por ter falhado no acautelamento da arma do Estado que mantinha em casa.
Os nomes do pai e do atirador não serão publicados. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) veda a identificação de autores de atos infracionais e de informações que possam identificá-los.
Emoção
Para ele, o momento da revelação do crime foi chocante. "Eu e minha esposa estávamos na rua, resolvendo algumas coisas. Nós tomamos conhecimento por meio de um grupo do WhatsApp da comunidade aqui. Sou o presidente da associação de moradores. Minha esposa por acaso viu uma postagem referente a um atentado, a uma violência que aconteceu. A gente ligou para o (nome do filho). porque ficamos preocupados", relatou.
O pai afirma que o filho não demonstrou nenhuma emoção. "Chegamos em casa uns 30 minutos depois. A gente tinha de sair para ir a um lugar próximo, chamado Mar Azul. Ele almoçou tranquilamente. Quando a gente chegou em Mar Azul, depois de uns cinco ou 10 minutos, uma viatura da Polícia Militar chegou e conversou comigo. Falou que já tinha todas as suspeitas que seria o (nome do filho), pelo carro que ele utilizou", continuou.
"Aí fui perguntar a ele, disse para ele falar a verdade. Aí ele pegou e abriu o jogo", lembra o pai.
Fonte: GZH
























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