Autoridades confirmam novos casos de hantavírus em navio de cruzeiro
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS

- há 2 horas
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As autoridades de saúde confirmaram nesta segunda-feira (11) que dois passageiros retirados do cruzeiro Hondius testaram positivo para hantavírus. O anúncio ocorre no mesmo dia em que foi concluída a operação de desembarque e repatriação dos ocupantes do navio, ancorado na ilha de Tenerife, na Espanha.
Os novos casos envolvem um passageiro norte-americano e uma mulher francesa. Segundo o Departamento de Saúde dos Estados Unidos, o americano apresentou resultado “levemente positivo” em exame PCR. Já na França, a ministra da Saúde, Stéphanie Rist, informou que uma das passageiras repatriadas teve agravamento no quadro clínico e também confirmou infecção pelo vírus.
O hantavírus é uma doença rara transmitida principalmente por roedores e não possui vacina. Até o momento, três mortes foram registradas no cruzeiro: um casal holandês e uma mulher alemã.
O navio transportava cerca de 150 pessoas entre passageiros e tripulantes. No domingo, 94 ocupantes foram desembarcados e enviados de volta aos seus países de origem em voos organizados pelas autoridades espanholas. Nesta segunda-feira, ocorreu a etapa final da operação, incluindo o reabastecimento do navio antes da partida para os Países Baixos.
O Ministério da Saúde da Espanha afirmou que adotou todas as medidas necessárias para interromper possíveis cadeias de transmissão do vírus. As repatriações ocorreram sob protocolos rigorosos de segurança sanitária, com separação por nacionalidades e controle de contato entre os passageiros e a população local.
Apesar da gravidade dos casos registrados, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o risco atual para a saúde pública permanece baixo. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que a situação é diferente da pandemia de Covid-19 e que a maioria dos passageiros segue sem sintomas.
As autoridades americanas informaram que os cidadãos dos EUA não serão obrigados a cumprir quarentena, decisão que gerou debate entre especialistas. Já outros países mantiveram o isolamento preventivo dos passageiros considerados contatos de alto risco.
O cruzeiro Hondius havia partido de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril, e permaneceu isolado após a confirmação dos primeiros casos da doença.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Correio do Povo
























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