Bancários da Caixa entram em greve nacional a partir desta quinta-feira

Bancários da Caixa Econômica Federal entram em greve nacional a partir desta quinta-feira (10), por tempo indeterminado. A paralisação ocorre em meio ao impasse nas negociações entre os trabalhadores e o banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
Em Porto Alegre, os trabalhadores preparam uma mobilização a partir das 8h, junto ao Edifício Querência, sede da Caixa na Praça da Alfândega, no Centro Histórico. Uma nova mesa de negociação com o banco está marcada para as 9h desta quinta-feira, em São Paulo, na tentativa de chegar a um acordo.
Até o momento, a orientação é de paralisação das atividades nas agências da Caixa em todo o país, o que deve afetar o atendimento presencial aos clientes.
Apesar da greve, canais digitais e eletrônicos continuarão disponíveis. Serviços como Pix, caixas eletrônicos e internet banking seguirão funcionando normalmente. O vencimento de contas também não será alterado em razão da paralisação.
Segundo o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários), uma das principais reivindicações está relacionada aos valores pagos pelos empregados para o Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos trabalhadores do banco.
Os empregados reivindicam o fim do teto de participação da Caixa no custeio do plano. Atualmente, a proposta estabelece que o banco arque com 70% dos custos e os empregados com os 30% restantes.
Hoje, todos os titulares contribuem com 3,5% da remuneração-base. Pela proposta apresentada pela Caixa, os trabalhadores mais jovens passariam a contribuir com 2,7%, enquanto o percentual aumentaria conforme a idade, podendo chegar a 4,5%.
Também estão previstas mudanças para os dependentes, que passariam a contribuir conforme a faixa etária, com valores entre R$ 480 e R$ 660. O teto familiar, por sua vez, subiria de 7% para 9% do salário-base.
Para aposentados e pensionistas, a proposta prevê contribuição de 4,5% para os titulares, R$ 660 para dependentes e teto familiar de 9%.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) avalia que a proposta apresentada pela Caixa aumenta os custos para os beneficiários. Em alguns casos, segundo a entidade, o reajuste pode representar aumento de aproximadamente 50% nos valores pagos atualmente.
A decisão pela greve já havia sido aprovada em assembleias realizadas pelos sindicatos na semana passada e posteriormente formalizada pela Contec.
Caixa afirma que mantém diálogo
Em nota, a Caixa Econômica Federal afirmou que mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e que segue empenhada na construção de uma solução para a renovação dos acordos trabalhistas.
O banco destacou ainda que as negociações são pautadas pela valorização dos empregados, pela sustentabilidade da instituição e pelo compromisso com a continuidade dos serviços prestados à sociedade.
Enquanto as negociações continuam, a paralisação segue prevista para começar nesta quinta-feira e não tem prazo determinado para terminar.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Correio do Povo

























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