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Brasil fecha setembro com menores registros de SRAG desde início da pandemia


Imagem: Alina Souza/ Correio do Povo.

Dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo boletim Infogripe da Fiocruz apontam que o Brasil fechou o segundo mês, o de setembro, com os menores registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) desde o início da pandemia de Covid-19. As estatísticas têm como base informações até o último dia 26.


O estudo aponta para queda na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e estabilidade na de curto prazo (últimas três semanas). Apesar do recuo nos casos associados a Covid-19, o vírus influenza A apresentou aumento especialmente em São Paulo e no Distrito Federal. “Essa tendência serve de alerta devido à importância de ambos no fluxo interestadual de passageiros, especialmente para os grandes centros urbanos através da malha aérea nacional”, ressaltou o pesquisador Marcelo Gomes.


No geral, os dados seguem apontando para o amplo predomínio do vírus Sars-CoV-2, especialmente na população adulta, porém mantendo queda. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos com resultado positivo para vírus respiratórios foi de 15.9% para influenza A; 1.3% para influenza B; 9% para vírus sincicial respiratório (VSR); e 49.7% para Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos foi de 2.5% para influenza A. 0.0% para influenza B; 0.0% para VSR; e 90.7% para Sars-CoV-2 (Covid-19).


O estudo mostra que não houve alteração significativa na distribuição etária dos casos de SRAG por Covid-19 nos últimos meses e que a as internações semanais seguem mantendo um perfil etário relativamente estável. As crianças de 0 a 4 anos se mantém com um percentual entre 5 a 10% das internações semanais por Covid-19 – o grupo fica atrás somente da população acima de 60 anos. Essas crianças também são o segundo grupo mais afetado por internações por Covid-19 quando se leva em conta o tamanho da população, novamente ficando atrás apenas das faixas etárias acima de 60 anos.


Estados e capitais


Das 27 unidades federativas, apenas Amapá e Distrito Federal apresentam sinal moderado de crescimento na tendência de longo prazo. No DF, esse cenário pode estar associado ao recente aumento de casos associados ao vírus influenza A, observado em diversas faixas etárias.


Em São Paulo, onde a presença do vírus da gripe também vem aumentando, há um crescimento apenas entre crianças e adolescentes e, na tendência de curto prazo, aumento moderado na população em geral.


Quatro das 27 capitais apresentam crescimento na tendência de longo prazo até o mesmo período: Cuiabá (MT), Macapá (AP), plano piloto e arredores de Brasília (DF), e São Paulo (SP). Nas demais, há queda ou estabilidade na tendência de longo prazo e estabilidade nas semanas recentes (curto prazo).


Fonte: Correio do Povo

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