Brasil mantém liderança mundial em juros reais mesmo após novo corte da taxa Selic
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Mesmo após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa básica de juros (Selic) de 14,25% para 14% ao ano, o Brasil continua ocupando a primeira posição no ranking mundial de juros reais. O levantamento foi elaborado pelo Portal MoneYou em parceria com a Lev Intelligence e considera 40 economias, descontando da taxa nominal a inflação projetada para os próximos 12 meses.
Com a redução anunciada nesta quarta-feira (5), a taxa de juros reais do Brasil passou de 9,67% para 9,30% ao ano, mas ainda permanece acima da registrada pela Rússia, segunda colocada, com 9,09%. Na sequência aparecem Colômbia (6,16%), Indonésia (4,61%) e Argentina (4,51%). A média entre os países analisados é de apenas 1,38%, bem inferior ao percentual brasileiro.
O cálculo dos juros reais leva em consideração a taxa básica de juros descontada da expectativa de inflação para os próximos 12 meses. No caso brasileiro, a projeção utilizada é de 4,12%, o que mantém o país isolado na liderança do ranking, mesmo após o quarto corte consecutivo da Selic promovido pelo Banco Central.
Quando consideradas apenas as taxas nominais, o Brasil divide a terceira posição com a Rússia, ambos com juros de 14% ao ano. À frente estão a Turquia, com 37%, e a Argentina, com 29%. Depois aparecem países como Colômbia (12%) e África do Sul (7%).
A decisão do Copom era amplamente esperada pelo mercado financeiro. No comunicado divulgado após a reunião, o Banco Central indicou que os próximos passos da política monetária dependerão da evolução da inflação e do cenário econômico, sem sinalizar novos cortes automáticos da Selic nas próximas reuniões.
Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br
























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