Brasil é o país que mais mata trans pelo 16º ano, com 105 homicídios em 2024

Em 2024, 105 pessoas transexuais foram assassinadas no Brasil, conforme levantamento realizado pela Rede Trans Brasil. Apesar de representar uma redução de 12% em relação a 2023, quando foram registradas 119 mortes, o país permanece liderando o ranking mundial de homicídios contra essa população.
De acordo com o Trans Murder Monitoring, um programa global de monitoramento, o Brasil concentra 30% dos 350 assassinatos de pessoas trans registrados em todo o mundo no último ano. "O Brasil segue sendo o país mais perigoso para a população trans desde o início do monitoramento, em 2008", informou a organização.
O levantamento da Rede Trans Brasil aponta que a região Nordeste liderou em número de vítimas em 2024, com 40 casos. Em seguida estão as regiões Sudeste (35), Centro-Oeste (14), Norte (10), Sul (5) e o Distrito Federal, que registrou apenas um assassinato.
A metodologia usada pela Rede Trans Brasil inclui a análise de casos divulgados pela imprensa e denúncias recebidas diretamente pela organização. Desde o início do monitoramento, em 2016, já foram registrados 1.181 assassinatos de pessoas trans no país.
Além disso, dados do Observatório de Mortes e Violência LGBTI+ indicam que, em 2023, uma pessoa da comunidade LGBTI+ morria violentamente a cada 38 horas no Brasil. "Esses números revelam a urgência de políticas públicas efetivas para proteger essa população", afirmou o estudo.
Embora os números de 2024 mostrem uma ligeira queda, especialistas ressaltam que a violência contra pessoas trans ainda reflete desigualdades estruturais e falta de proteção social.

























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