Briga leva medo a plateia de teatro infantil na Feira do Livro
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- 4 de nov. de 2022
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Dezenas de crianças e mães se acomodavam nas arquibancadas na Praça da Alfândega, no centro de Porto Alegre, onde o teatro Carlos Urbim seria palco para releitura de uma das obras mais importantes do folclore gaúcho, quando uma briga levou medo a quem tinha ido aproveitar a Feira do Livro na tarde ensolarada de quarta-feira (02). A releitura da lenda Negrinho do Pastoreio foi adiada em alguns minutos, por volta das 16h30min, porque quatro homens protagonizaram um espetáculo violento, com troca de agressões físicas e verbais ao lado da plateia.
A confusão foi iniciada, segundo relatos de testemunhas, por um diálogo entre dois homens com camisetas da Seleção e frequentadores da feira. Uma das tantas discussões envolvendo manifestantes bolsonaristas que protestam contra o resultado das urnas, esta evoluiu de um questionamento a uma ofensa e culminou em confronto físico.
"Pessoas que vinham da manifestação circulavam pela feira e acabavam discutindo com outras, seja por ouvirem um “fora Bolsonaro” ou por gritarem “Lula ladrão” — conta uma funcionária da Feira do Livro, que também pede anonimato. — Ao lado da plateia, uma senhora sugeriu que eles (homens com camisa da Seleção) aceitassem o resultado das urnas e fossem para casa. Ela recebeu como resposta uma ofensa gordofóbica, o que gerou indignação e a reação de dois outros homens que estavam por perto. Os quatro homens começaram a discutir e chegaram a se agredir", continua.
No intuito de proteger os filhos, mães gritam contra os brigões, pedindo que se afastem. É possível ouvir choros e gritos também de crianças. Apesar da cena violenta, não foi registrado boletim de ocorrência por nenhum dos envolvidos. A organização da Feira do Livro também não prestou queixa.
Fonte: GZH
























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