Brigada Militar de São Leopoldo afasta PMs envolvidos em agressão a voluntários de abrigo
O 25º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de São Leopoldo divulgou uma nota, na manhã desta sexta-feira (14), sobre um vídeo que tem circulado nas redes sociais, onde mostra um policial militar agredindo um educador que está atuando em um dos abrigos da cidade.
No vídeo, é possível ver um grupo de pessoas discutindo. Em seguida, o policial grita "polícia! polícia!". Ele aparece nas imagens avançando em direção a um dos homens e dá um tapa no rosto dele. Na sequência, dá mais dois tapas. Depois, o policial militar acusa ele de estar fumando maconha, o que ele nega estar fazendo.
Como tudo começou
Conforme a Polícia Civil, as agressões aconteceram por volta das 21h em um posto de combustíveis na avenida São Borja, em frente ao Centro de Eventos de São Leopoldo, onde foi montado um abrigo.
As pessoas que aparecem no vídeo são educadoras sociais do abrigo e estavam em horário de intervalo. Quem foi agredido é um homem de 30 anos. Ele precisou de atendimento médico devido às lesões e sofreu um derrame ocular.
A ONG Atos 29, que contratou o educador, disse que tudo começou quando recebeu a informação de que um funcionário estava sendo agredido no posto de combustíveis.
Responsáveis pela ONG e outros educadores foram ao local e encontraram o funcionário, de 23 anos, detido em um banco sendo questionado por um homem que se identificou como policial da Força Nacional. O suposto policial acusou o funcionário de estar usando drogas no local.
Houve discussão e, por isso, a Guarda Municipal e a BM foram ao posto. Segundo a ONG, o vídeo mostra o momento em que o policial chegou e, "sem mesmo procurar compreender a situação, abordando todos de forma truculenta", agrediu o educador.
O funcionário acusado de estar usando drogas foi detido e levado até uma delegacia. A polícia não encontrou drogas com ele. Ele foi liberado sem ser responsabilizado por um crime.
O suposto policial da Força Nacional era, na verdade, vigilante do posto. Ele pode ser responsabilizado por falsidade ideológica – pois se passou por alguém que não era.
Confira a nota oficial:
"A Brigada Militar, por meio do Comando Regional do Vale do Rio dos Sinos, informa que já havia instaurado um Inquérito Policial Militar para apurar as circunstâncias de uma abordagem policial ocorrida em um abrigo de São Leopoldo, antes mesmo da divulgação de um vídeo que circula nas redes sociais veiculando imagens de pessoas sendo agredidas por policiais militares.
Todos os policiais envolvidos na ocorrência estão afastados das suas atividades operacionais até o esclarecimento dos fatos.
A Brigada Militar reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos e garantias fundamentais, atuando diuturnamente em defesa da sociedade".
Guilbert Trendt, da Redação Start, com informações do g1


























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