Brigada Militar utiliza inteligência de dados para reforçar atendimento da Patrulha Maria da Penha no RS
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS

- 9 de abr.
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A Brigada Militar passou a utilizar uma tecnologia baseada em algoritmos com o objetivo de tornar mais eficientes os deslocamentos da Patrulha Maria da Penha e das Patrulhas Escolares no Rio Grande do Sul. A proposta é ampliar a área atendida e aperfeiçoar a organização das visitas realizadas tanto a vítimas de violência doméstica quanto a instituições de ensino.
A novidade foi integrada ao Sistema de Planejamento e Estatística (SPE), em uso pela corporação desde julho de 2025. A ferramenta substituiu o antigo modelo de gestão de dados operacionais, oferecendo informações em tempo real e contribuindo para um melhor acompanhamento das atividades e distribuição das equipes.
Entre os recursos disponíveis está a roteirização inteligente, que define trajetos mais adequados a partir da análise de dados. De acordo com a Brigada Militar, o sistema consegue apontar automaticamente pontos prioritários de atendimento, como casos com medidas protetivas em vigor e escolas com maior necessidade de acompanhamento.
O comandante-geral da corporação, Luigi Gustavo Soares Pereira, destacou que a iniciativa pode aumentar o alcance das patrulhas. Segundo ele, a estratégia busca ampliar o número de atendimentos sem a criação de equipes exclusivas, aproveitando de forma mais integrada o efetivo já disponível.
Já o coordenador estadual das Patrulhas Maria da Penha, Cristiano Moraes, afirmou que a ferramenta também permite ajustes dinâmicos nos trajetos, considerando a proximidade entre os locais atendidos. Ele ressaltou que o uso de análise geoespacial possibilita sugerir rotas mais eficientes e incluir novos pontos durante o percurso.
Ainda conforme a Brigada Militar, o uso da tecnologia reduz o tempo gasto no planejamento das operações, permitindo que os agentes foquem mais nas visitas e no monitoramento das medidas protetivas. O sistema também pode ser adaptado conforme as necessidades de cada unidade, com critérios próprios de priorização, como número de alunos nas escolas e dados de inteligência sobre possíveis riscos.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: O Sul
























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