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Canal de atendimento a mulheres em situação de violência supera 100 atendimentos na Capital

Foto: Camila Cunha
Foto: Camila Cunha

O novo serviço da Central do Cidadão 156 voltado ao atendimento de mulheres em situação de violência ultrapassou a marca de 100 atendimentos em poucos dias de operação em Porto Alegre. Até a noite de terça-feira, foram registrados 102 contatos, sendo 67 por WhatsApp e 35 por telefone.


Lançada há duas semanas, a ferramenta funciona como porta de entrada para orientação e encaminhamento à rede de proteção. A iniciativa foi criada em meio ao aumento dos casos de violência contra a mulher no Rio Grande do Sul.


De acordo com a secretária municipal de Transparência e Controladoria, Mônica Leal, o serviço não substitui estruturas como delegacias, hospitais ou casas de acolhimento, mas atua no primeiro contato com as vítimas. Segundo ela, a proposta é oferecer informações seguras para mulheres que, muitas vezes, estão desorientadas ou em situação de medo.


A plataforma foi desenvolvida ao longo dos últimos meses com foco na acessibilidade, aproveitando um canal já conhecido da população. A ideia, segundo a secretária, é ampliar o acesso à informação para pessoas em situação de vulnerabilidade.


O atendimento funciona como uma triagem inicial. Conforme a diretora de Transparência e Cidadania, Viviane Schneider Lopes, a equipe presta orientação e direciona os casos conforme a gravidade. O serviço opera 24 horas por dia, todos os dias da semana.


Durante o contato, atendentes seguem um protocolo para identificar situações de risco imediato, a segurança da vítima e o tipo de violência relatada. A partir dessas informações, são indicados os serviços mais adequados, como delegacias especializadas, hospitais ou redes de acolhimento.


Nas primeiras semanas, a maior parte dos atendimentos tem caráter informativo, o que, segundo a prefeitura, revela desconhecimento sobre os serviços disponíveis. Entre os casos registrados, um dos que mais chamou atenção envolveu uma vítima de estupro que não sabia onde buscar ajuda dias após o crime.


Para a implantação do serviço, cerca de 80 atendentes passaram por capacitação específica, com foco no acolhimento e na condução de situações sensíveis. O funcionamento em tempo integral busca ampliar o acesso, especialmente em horários em que outros serviços não estão disponíveis.


A avaliação inicial da prefeitura é positiva, e a expectativa é ampliar a divulgação do canal para alcançar mais mulheres em situação de vulnerabilidade.

O atendimento pode ser acessado pelo telefone 156, na opção de emergência, ou pelo WhatsApp (51) 3433-0156.


Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Arthur Silva

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