Com mais de 200 mortos, Colômbia mantém equipes de resgate em busca de sobreviventes do terremoto
- Maitê Lima

- 12 de ago.
- 2 min de leitura

Equipes de emergência e voluntários continuam trabalhando nesta quarta-feira (12) entre os escombros na Colômbia, no terceiro dia após o terremoto que atingiu o país e deixou pelo menos 216 mortos e mais de 2 mil feridos. As buscas seguem concentradas nas regiões mais afetadas, com a esperança de encontrar sobreviventes.
Um dos momentos de maior emoção ocorreu durante a noite, quando Daniela Largo, de 32 anos, foi retirada com vida dos escombros de um hotel em Pereira. Ela permaneceu cerca de 35 horas presa até ser localizada pelas equipes de resgate. Segundo a mãe da vítima, um vizinho ouviu pedidos de socorro, acionou os socorristas e Daniela foi retirada sob aplausos e lágrimas.
Para localizar possíveis vítimas, os trabalhos contam com guindastes, cães farejadores e máquinas pesadas. Voluntários também auxiliam na retirada dos destroços manualmente. Especialistas apontam que as primeiras 72 horas após um terremoto são consideradas uma janela crítica para encontrar pessoas com vida. Em Pereira e Cali, algumas famílias passaram a dormir em parques por medo de novos tremores.
Em áreas atingidas, construções foram destruídas e moradores relatam medo de retornar para suas casas devido à possibilidade de abalos secundários. O governo colombiano decretou três dias de luto pelas vítimas e declarou estado de emergência na região atingida. O presidente Abelardo de la Espriella também anunciou medidas de apoio às pessoas que ficaram desabrigadas, incluindo subsídios para moradia.
A tragédia também mobilizou ajuda internacional. A União Europeia anunciou o envio de 2 milhões de euros, enquanto a Espanha informou que repassará mais 1 milhão de euros. Os Estados Unidos ofereceram US$ 15,5 milhões em assistência à Colômbia. O terremoto também reacendeu a lembrança do forte tremor de 1999, que deixou quase 1,2 mil mortos na mesma região do país.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Maitê Lima | Fonte: Correio do Povo
























Comentários