Comandante dos rebeldes sírios diz que seu objetivo é "derrubar" o presidente Bashar al-Assad
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- 6 de dez. de 2024
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O líder dos rebeldes islamistas sírios declarou ao canal CNN que o "objetivo" de sua ofensiva relâmpago na Síria é "derrubar" o governo do presidente Bashar al-Assad.
"Quando falamos de objetivos, a finalidade da revolução continua sendo derrubar este regime. Temos o direito de utilizar todos os meios disponíveis para alcançar esta meta", declarou Abu Mohamed al-Jolani em uma entrevista publicada nesta sexta-feira (6).
A Síria atualmente é palco de combates entre grupos rebeldes e tropas do governo de Bashar al-Assad após uma ofensiva-relâmpago em Aleppo, segunda maior cidade síria, e outras regiões do país desde semana passada. Os rebeldes tomaram o controle de Aleppo e estão avançando para outras cidades. Nesta quinta-feira (5), capturaram a estratégica cidade de Hama, quarta maior da Síria.
Segundo a ONG Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), os rebeldes sírios avançavam nessa sexta em direção a Homs e estão a apenas 5 km da terceira maior cidade do país, depois que tomaram o controle da cidade estratégica de Hama, mais ao Norte, na quinta.
Nas últimas horas, os rebeldes liderados pelos islamistas radicais do grupo Hayat Tahrir al Sham (HTS) "entraram nas cidades de Rastan e Talbiseh", situadas na província de Homs, diante da ausência total das forças do regime de Assad, segundo o OSDH.
Assad prometeu recorrer à força para eliminar "o terrorismo", mas suas tropas estão sofrendo derrotas sucessivas em diversas cidades do país e sendo forçadas a recuar em direção à capital Damasco.
O comandante dos rebeldes afirmou nessa sexta que está coordenando com a Rússia, que apoia o governo sírio, e os Estados Unidos o desenvolvimento do conflito.
População deslocada
Os combates entre rebeldes e as forças sírias provocaram o deslocamento de 280 mil sírios desde 27 de novembro, devido ao avanço dos grupos islamistas na Síria, informou a ONU nessa sexta, com o alerta de que o número pode chegar a 1,5 milhão.
"O número que temos é de 280.000 pessoas desde 27 de novembro. Está atualizado até a noite de ontem. Não inclui o número de pessoas que fugiram para o Líbano durante a recente escalada" dos combates entre Hezbollah e Israel, declarou Samer AbdelJaber, diretor de coordenação de emergências do Programa Mundial de Alimentos, durante uma entrevista coletiva em Genebra.
Fonte: g1
























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